terça-feira, 30 de março de 2010

Evangélicos lideram lista de inimigos dos gays

O Cena G, site do Terra, publicou na semana passada, uma lista com os 10 maiores inimigos dos gays, segundo o veículo. Da relação, constam pelo menos seis evangélicos. Entre os "inimigos" também está o BBB Marcelo Dourado.

Leia a matéria abaixo:

Da mesma forma que as ONGs e veículos de comunicação do exterior, apresentamos uma lista com as 10 pessoas que são publicamente contra os homossexuais e que de alguma forma expressaram homofobia.
A lista está repleta de políticos, principalmente parlamentares ligados a igrejas evangélicas.

Quem encabeça a lista é o senador Magno Malta (PR-ES), que afirmou que o movimento gay quer criar um império homossexual e que ser gay é pecado. Magno Malta faz vista grossa no Senado para os projetos que apoiam os gays. O senador é o responsável maior pelo trancamento de pautas importantes para os Direitos Civis dos homossexuais. Há 15 anos está no Congresso o projeto de lei que prevê a união estável de pessoas do mesmo sexo e há 4 anos tramita uma lei que criminaliza a homofobia e equipara o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros ao preconceito racial.

Confira a lista e a razão de cada inclusão:

1º - Magno Malta - Senador capixaba, opositor ferrenho do projeto de lei que equipara a homofobia ao racismo.

2º - Silas Malafaia - Pastor da Assembléia de Deus, que mantém um blog em que ofende e chama homossexuais de abominações.

3º - Walter Brito Neto - Deputado Federal pelo PRB-PB que propôs um projeto de lei para impedir casais homossexuais que adotem crianças

4º - Bispo Rodovalho - Deputado pelo DEM/DF, promoveu uma manifestação contra a provação do PL 122 que prevê a criminalização da homofobia

5º - Júlio Severo - auto-intitulado ativista cristão. Em seu blog, promoveu calúnia contra ativistas gays e a intolerância, saiu do país em março de 2010, segundo seu blog para não responder a uma denúncia do MP

6º - Rosângela Justino - psicóloga que prega a terapia de conversão. Proibida de falar sobre seus métodos desde 2009, após sofrer Cesura pelo Conselho Federal de Psicologia, pode ainda perder seu registro profissional

7º - Marcelo Crivella - Senador pelo PRB-RJ. Afirmou que a homossexualidade "é antinatural" e faz campanha contra leis que garantem direitos aos gays

8º- Roberto Requião - Governador do Paraná. Além de ofender os gays publicamente com brincadeiras de mau gosto, seu governo levou o estado a ser campeão de crimes contra homossexuais e não há nenhuma lei que combata o crime de ódio contra homossexuais no estado.

9º- Marcelo Dourado - do BBB10, disse que a lésbica Angélica deveria apanhar por ser abusada e por diversas vezes pregou a violência

10º- Juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, da 9ª Vara Criminal de SP. Julgou em 2007 o caso Richarlyson e afirmou em sentença de arquivamento que futebol não era jogo para homossexuais e que gays deveriam fundar uma federação - o magistrado está Censurado desde 2008 pelo Tribunal de Justiça paulista.

Fonte: Terra - Cena G / Adaptação GUIAME/ Blog Libertos do Opressor
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O evidente fator demoníaco nas religiões humanas

O Cristianismo, em sua proclamação, afirma que somente em Jesus Cristo o homem encontra a salvação e seu caminho para encontrar a Deus: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”; “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (At 4.12; Jo 14.6). Dito isto, temos a base segura para nos assegurarmos de que em qualquer outra expressão de fé que não seja baseada em Jesus Cristo e no conteúdo do Evangelho, não logrará o homem salvação de qualquer forma.

Os principados (gr.“archai”) e as potestades (gr.”eksousia”) agem contra a vontade revelada por Deus para o homem por meio do Evangelho (Ef 1.3-23). Desta maneira, todos os sistemas religiosos são de evidente inspiração demoníaca. São poderes sobre-humanos (ou seja, demônios) que se encontram em rebeldia contra Deus. São vontades pervertidas, autônomas, que insistem em contrariar o plano de Deus para o homem. E governando sobre estes poderes está o antigo querubim da guarda ungido, agora príncipe das potestades do ar, Satanás (Ez 28.11-19; Ef 2.2).

Este fator demoníaco nas religiões ao redor do mundo, tem pelo menos quatro principais características, segundo Walter Freytag no livro New Age, A Nova Era á Luz do Evangelho (Edições Vida Nova e Editora e Livraria Esperança) que são:

1) Exercem domínio sobre o homem. Não só as evidências óbvias que nos confrontam com o fato, como a possessão demoníaca, falam disso; a própria religião em si domina o homem. É uma forma de domínio sobre o homem, a qual é diferente do senhorio de Cristo.

2) Possuem aparência do bem, mas apegam-se tenazmente ao mal. Em todas as religiões encontramos verdades. Nas religiões primitivas, principalmente em seus provérbios, encontramos muita sabedoria moral e conhecimento do bem. E principalmente nas grandes religiões encontramos inúmeras afirmações sobre o que é certo. Mas é interessante que este bem do qual temos conhecimento não é usado para nada mais do que se auto-confirmar; mais ainda, este conhecimento do bem é usado para esconder a própria falta de prática do bem.

3) Possuem um inerente poder. Realmente existe uma força. Tocamos aqui no fator da magia e feitiçaria. É um fato estranho que as pessoas na Europa e nos Estados Unidos geralmente vejam a feitiçaria como trapaça em todos os casos, não como uma verdadeira força. Bem, é claro que muito na feitiçaria pode ser trapaça. Mas o simples fato de missionários pioneiros relatarem o que feiticeiros falavam: “Desde que os missionários estão em nosso país, nossa magia perdeu sua força” – este fato talvez represente realmente mais do que algo que se possa explicar simplesmente como psicológico.

4) Vivem da força de Deus contra Deus. Esta é a característica mais profunda do fator demoníaco. Ele vive da força de Deus contra Deus. Pois o conhecimento do bem, com o qual o homem esconde o mal, vem-lhe de Deus. Também a magia, não seria ela, no fundo, a possibilidade e capacidade dada por Deus de formar, dominar e subjugar? Ambas estas coisas, o conhecimento do bem e esta capacidade, são empregadas contra Deus. Este é um fenômeno muito humano; é, em última análise a essência do pecado.

Afastar o homem do Deus verdadeiro, enganá-lo e acorrentá-lo ao pecado, são os objetivos principais de Satanás. O fascínio pela independência de seu Criador e poder viver como quiser, move continuamente o homem. Inspirados pelo príncipe deste mundo, os homens inventaram variadas maneiras de alçar a dimensão transcendente de sua existência à parte da revelação divina exarada na Bíblia. Quantos seres humanos estão hoje acorrentados a doutrinas estranhas ao Evangelho. E, infelizmente, dentro do próprio Cristianismo, heresias existem desde o nascimento da Igreja, num bem sucedido ardil do Maligno para corromper a essência da fé cristã. Tanto dentro como fora das fileiras do Cristianismo, uma rede de enganos foi urdida pelo diabo para manter as almas sob seu domínio. O trabalho de engano é milenar, começa no Éden, perdura ainda hoje e culminará na futura super religião mundial que surgirá no planeta durante a Grande Tribulação, sob o governo do Anticristo.

Não há como negar que existem coisas boas em outras religiões que não seja o Cristianismo. Mas isto está de acordo com o mestre de enganos, Satanás conforme lemos em 2 Co 11.13-15. E dentro da nossa própria fé, como tão bem deixa clara esta passagem, o diabo tem conseguido seu intento de corromper a puríssima doutrina do Senhor. Como Paulo também afirmou em 1 Tm 4.1-3, os espíritos de engano, demônios, estariam insuflando enganos nos corações e mentes de cristãos incautos, fazendo com que torcessem a sã doutrina e causando-lhes a apostasia da fé em Jesus.

Portanto, não só nas religiões não-cristãs evidencia-se o fator demoníaco, como também dentro das próprias fileiras da cristandade. O grande apóstolo Paulo alerta aos presbíteros da igreja de Éfeso, ao despedir-se deles em At 20.28-31: "Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós, lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.”

A Bíblia fala que, Deus, em Cristo, libertou-nos do império das trevas (Cl 1.13), despojou os principados e potestades (Cl 2.15) e desfez as obras do diabo (1 Jo 3.8). O escritor aos Hebreus diz-nos ainda que Cristo pela sua morte, aniquilou o que tinha o império da morte, isto é, o diabo e livrou a todos que, com medo da morte, estavam por toda vida sujeitos à servidão de Satanás e seus demônios (Hb 2.14,15). Assim, o fator demoníaco existente nas religiões já está derrotado pela obra consumada de Jesus Cristo na cruz do Calvário. O crente não deve em hipótese alguma temer as asseverações das outras religiões, porque são mentirosas, inspiradas que são pelo pai da mentira (Jo 8.44). A Igreja deve avançar para a conquista de almas, ajudando-as a libertarem-se do cativeiro do engano do pecado e do diabo, pregando a eterna verdade do Evangelho para essas pessoas.

Jesus já conquistou a vitória. Mas as potestades do mal e seu chefe ainda tem permissão de agir no mundo, cumprindo os propósitos de Deus, porque tudo está sob seu soberano controle. Mas, “o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo de vossos pés” (Rm 16.20).

Pense nisto.


Fonte: Blog Observatório Teológico

Estão transformando a igreja num monstro!

Como está desfigurada a noiva do cordeiro! Como estão acabando com sua beleza! E o pior, estão fazendo tudo isso para “prepará-la” para o “noivo”. A noiva de Cristo está se transformando na noiva de Chuck, aquela coisa horrenda, com o rosto todo remendado, que foi criada para fazer companhia ao “boneco assassino”.

Quando paro para navegar na internet, ou para ler algumas notícias cristãs, ou simplesmente passo os olhos sobre os livros expostos nas pobres e venenosas livrarias “cristãs” que se proliferam por aí, fico realmente assustado com todo o que vejo. O cenário é pavoroso! É pior do que filme de terror. Nos filmes, pelo menos, você sabe que a coisa é criada para assustar...

Recentemente deparei-me com duas comunidades de “arrepiar” no ORKUT, um centro de comunidades virtuais, uma espécie de “feira livre virtual”, onde são oferecidos produtos (comunidades) para todos os gostos. Pois bem, as comunidades que me deixaram atônitos tinham os seguintes títulos: “penteando a noiva” e “afogando a noiva”. Não sei o que falar sobre isso, só que a coisa passou do limite do bom senso. Há um monstro que se denomina a noiva de Cristo... que precisa ser “penteada” pelos “adoradores extravagantes”, e afogada por aqueles que querem níveis mais profundos de intimidade.

Meu Deus! Onde vamos parar? Quem está desfigurando a igreja? Um infeliz, louco e magalomaníaco se denomina agora “paipóstolo”, e o pior é que tem um monte de “paiaços” que vão atrás dele, querendo ser 12, 24, 144. 48, 1958746 dele. Querem proliferar a praga, a peste “bobônica” que a cada dia faz mais estragos no nosso meio. O argumento é sempre o mesmo... multiplicação... números... “minha igreja pulou de 60 para 400 discípulos” é o que me disse um dos fiéis do “paipóstolo”.

Esse mesmo pastor se diz um “gadita”. Como se não bastassem os “levitas” voltarem, os “gaditas” também estão voltando... daqui a pouco veremos os efraimitas, rubenitas, simeonitas, etc. Sinceramente, a tribo com que essa turma mais se parece, ninguém assume: a tribo de Dã. Isso mesmo: Dãããã... seria a tribo símbolo da esquizofrenia maluca dessa gente.

As bênçãos foram trocadas: a benção Aarônica “O Senhor sobre ti levante o rosto e te dê paz” foi transformada em “O Senhor sobre ti levante o rosto e te dê vitória e conquista”. Não que eu seja contra a confiança cristã e a certeza de que somos mais que vencedores, de modo algum, mas estão pervertendo a Palavra para darem vazão aos seus desejos insanos de poder, número e fama.

A noiva está virando um monstro... um monstro assustador!!!

Voltando ao “paipóstolo”, o sem-vergonha tem a cara-de-pau de propagar a “unção de nobreza”... uma unção muito especial, pela simples oferta de R$ 10.000,00. São os discípulos de Simão, o mágico (Atos 8. 18-23)... os compradores de bênçãos e de unções. A diferença está entre a resposta dos APÓSTOLOS: “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus” e a proposta canalha e indecente do “pai-pós-tolo”: “O alvo para ser um NOBRE, através de uma das sugestões acima citadas, será de R$ 10.000,00 (dez mil reais),(...) devemos incentivar que cada Nobre quite o mais rápido possível seu propósito de oferta (...)A recompensa é a UNÇÃO dos NOBRES.” (isso está na página dele na internet)

Com quem você prefere caminhar? Com os verdadeiros apóstolos e a Palavra de Deus, fiel e verdadeira, ou com a caricatura monstruosa de cristianismo criada pelo “tolo pai” Terra Nova?

Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso!

Ainda há muito mais a dizer, mas creio que o farei em outra hora. Ainda existem outras insanidades se espalhando por aí... movimentos absurdos... o “shu profético”, ou simplesmente “shuuuuu”, os “homens bombas de Cristo”, os “nazireus” (que também voltaram) , os “profetas da dança”, mas meu corpo não tá agüentando... eu passo mal quando penso muito nessas coisas.

Por fim, quero dizer que me recuso a fazer parte dessa monstruosidade que estão chamando de a “noiva desesperada”, a “noiva despenteada”, a “noiva afogada”. Tô fora disso! Não quero nenhum compromisso com essa gente estranha.

Só quero fazer parte dessa coisa bonita que Cristo deu sua vida por ela: a Igreja... simples... bela... sem esquisitices... amando o noivo... querendo a sua volta... não por desespero, mas por amor...

Faço parte da noiva de Cristo...
Quero distância da noiva de Chuck!
Maranata, vem Senhor Jesus!
NEle, o noivo amado,

José Barbosa Junior




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Fonte: Blog Púlpito Cristão

Esquisitices da música gospel: shu profético

Por Renato Vargens



Existem comportamentos evangélicos extremamente esquisitos. Um deles é o tal do Shu! Bom, antes de qualquer coisa deixe-me explicar: segundo alguns adeptos do neopentecostalismo Shu é um clamor profético, uma Palavra profética lançada nas regiões celestiais, à semelhança de um ato profético, feito para extirpar a presença do pecado e convidar a vinda do Senhor Jesus com Sua Santidade!

Em algumas igrejas, no período de louvor com música, é comum entre uma canção e outra ouvirmos dos cantores a expressão em questão. É Shu para lá, Shu para cá, Shu em louvores alegres, em canções tristes, Shu em todo tempo e todo momento.

Pois é, o que me chama a atenção é que em nenhuma parte das Escrituras Sagradas vemos o Senhor ou os apóstolos orientando a Igreja de Cristo a pronunciar SHU enquanto canta. Ora, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se devem ao fato de termos abandonado a Palavra de Deus. Aliais, vamos combinar uma coisa: que capacidade impressionante esse pessoal tem de inventar novas doutrinas.

Caro leitor, como já afirmei inúmeras vezes, não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; e que somente ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Isto posto, afirmo que qualquer comportamento, ensino, ou prática que não se adéqüe as Sagradas Escrituras deve ser rechaçado pelo povo de Deus.

Diante disto minha oração é que o Senhor nos reconduza a simplicidade da adoração levando-nos a viver um Cristianismo descomplicado onde a Graça de Deus se manifesta de modo abundante e abençoador.

Pense nisso!


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Fonte: Blog Púlpito Cristão

Nietzche: Compaixão é fraqueza

Por Daniel Grubba


Minha experiência dá o direito de desconfiar em princípio dos impulsos chamado "desinteressados", e de todo o "amor ao próximo", sempre disposto à palavra e ao ato. Eu o vejo em si como fraqueza, como caso especial da incapacidade de resistência aos estímulos - a compaixão passa por virtude apenas entre os decadents [...] compaixão cheira instanteneamente a plebe [...] Coloco a superação da compaixão entre as virtudes nobres.

Este relato não parece ser o relato de um homem. Bem poderia ter sido falado por um demônio. Mas pasmem, ele saiu da pena de um homem genial chamado Friedrich Nietzsche, em sua célebre confissão auto-biográfica de 1888 (Ecce Homo). Devemos reconhecer que não é muito comum ver alguém defendendo tão apaixonadamente a superação da compaixão e dos impulsos que nos levam a amar ao próximo. Contudo, apesar do tom ácido lançado como um míssel a uma das mais belas virtudes proclamadas pela fé cristã, Nietzsche não disse nenhuma novidade e por isso não deveríamos ficar tão espantados.

Esta estranha idéia de "ser capaz de resistir aos estímulos da compaixão" que Nietzsche exalta como a virtude mais nobre, não é nada senão uma versão radicalmente ousada daquilo que os antigos gregos chamavam de apatheia. Nas escolas filosóficas gregas, principalmente a dos estóicos, a apatheia (de onde vem a palavra apatia) era um alvo a ser alcançado. Somente através da apatia e da indiferença, ou da total ausência de perturbação, que o individuo habilidosamente adestrado, conseguia chegar a um estado de ataraxia (tranquilidade) ou impertubabilidade. Ou seja, a apatheia era uma escolha para a felicidade, e a felicidade se resumia naquele momento em que a alma se torna insensível à dor e a qualquer sofrimento. Alguns estóicos como Epicteto acreditavam que o amor e a compaixão eram formas de escravidão, portanto, devemos nos treinar para a indiferença. Agora você percebe que não é muito diferente do que Nietzsche disse em Ecce Homo?

Gostaria de fazer duas considerações. A primeira é quanto a impossibilidade de se viver sem sermos afetados pelas sensações decorrentes dos acontecimentos da vida. E a segunda, é uma consideração ao chamado para uma existência mergulhada na compaixão de Cristo.

Primeira: Foi o humanista Erasmo de Roterdã que fez a crítica mais irônica ao estilo de vida dos estóicos. Em seu incrível livro Elogio da Loucura, Erasmo defende a idéia que somente os loucos e aqueles que se entregam de forma apaixonada a vida podem ser felizes de fato. Assim diz a Loucura:

"...toda a diferença entre um louco e um sábio é que o primeiro obedece suas paixões e o segundo à sua razão. Eis porque os estóicos proibiram ao sábio as paixões como se fossem doenças. No entanto, são essas paixões que servem de guia aos que seguem com ardor o caminho da sabedoria; são elas que os estimulam a cumprir os deveres da virtude, inspirando-lhes o pensamento e o desejo de fazer o bem. Um sábio absolutamente sem paixões não seria mais um homem, seria uma espécie de deus, ou melhor, um ser imaginário que jamais existiu e jamais existirá; ou enfim, para falar mais claramente, seria um ídolo estúpido, desprovido de todo sentimento humano e tão insensível quanto o mármore mais duro".

Esta crítica pode ser redirecionada a Nietzsche e a seu protótipo de ser humano ideal , que foi denominado por ele Übermensch (super-homem). Quem era o super-homem de Nietzsche? Um "sobre-humano" de personalidade forte, governado pelo desejo de poder, um misto de deuses do panteão com conquistadores romanos, uma espécie vencedora e sobrevivente da seleção natural darwiniana. É por isso que Nietzsche não podia suportar a idéia cristã de amor aos fracos e miseráveis, é contra a seleção natural dos mais fortes.

Segunda: Não havia indiferença ou qualquer espécie de apatia em Jesus. Foi ele mesmo que nos ensinou que uma vida autêntica é uma vida de serviço aos mais fracos. O maior, o Übermensch de Jesus, não é quem tem vontade de poder, mas quem tem vontade de servir. Jesus, através de sua vida na terra, nos ensinou que devemos nos importar com os miseráveis deste mundo, temos que nos deixar abalar pela dor dos que sofrem, dos que não tem comida, roupa e amigos. A bíblia é clara em dizer que Jesus era movido por compaixão. Sua misericórdia surge do meio de suas entranhas e foge ao entendimento humano. A palavra grega para compaixão (splagchnizomai) significa intestinos, entranhas, vísceras, ou seja, a interioridade de onde brotam as fortes emoções. O Deus judaico-cristão, revelado na face de Cristo, chora ao ver uma viúva que perdeu o filho, chora quando vê seu amigo morto, chora ao ver a dureza do coração de Jerusalém. E movido pela força da compaixão, se aproxima dos que sofrem e oferece sua presença consoladora. Na ótica de Cristo, bem-aventurado são os que choram.

Nós, cristãos, fomos chamados a viver de acordo com a compaixão de Jesus. Devemos dobrar os nossos joelhos e pedir a Deus a capacidade de nos importarmos com os que estão ao nosso lado. E somente quando amarmos como Ele amou, poderemos dizer: Somos seus discípulos!E em nossa fraqueza, o poder de Deus se manifestará.


Fonte: Blog Púlpito Cristão

Igreja Mundial: Milagres e milhões(2)- Marketing Religioso

Leonardo Gonçalves

Além dos “livramentos”, a Mundial ostenta ainda outras três distinções em relação às concorrentes. A principal é a ênfase na cura. Diferentemente da Universal, que cresceu preconizando o exorcismo, ou da Renascer, que concentra o foco na prosperidade, a Mundial promete soluções divinas para doenças terrenas. O discurso não é novo. Nos anos 50, milagres de cura eram o mote da Igreja do Evangelho Quadrangular e da igreja O Brasil para Cristo, de Manoel de Mello. Valdemiro remasterizou o tema. Para dar credibilidade ao discurso, às vezes recorre ao médico Wandemberg Barbosa, que sobe ao altar para dizer que a medicina não explica certos fenômenos. “Há casos que só podem ser milagres”, diz Barbosa. “Tomo cuidado com o que falo porque existe a fiscalização do CRM (Conselho Regional de Medicina), mas Valdemiro não provoca a descrença na medicina. Ele nunca manda ninguém interromper o tratamento.”

Outra característica que distingue a Mundial é a sacralização do suor. A cada culto, Valdemiro passa quase três horas no altar. Ali, ele grita, canta, ri, chora, pula, se ajoelha e sua. Sobretudo sua. Quando a reunião termina, seu suor é disputado pelos fiéis. Mais de 200 chegam a cercá-lo. Tremendo, chorando, eles usam toalhinhas fornecidas pela igreja para coletar alguma umidade. Depois, esfregam o pano no próprio corpo, em fotos ou documentos. “A valorização do suor, que ocorre com vários líderes da Mundial, é uma novidade completa entre os protestantes”, diz o sociólogo e teólogo Ricardo Bitun, da Universidade Mackenzie. “Valdemiro é corajoso ao permitir que o público toque em seu corpo. Nenhum outro líder evangélico faz isso”, afirma o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, da Universidade de São Paulo (USP).

O terceiro elemento distintivo da Mundial é a composição de uma cúpula majoritariamente negra. Os bispos Josivaldo Batista, o segundo na hierarquia, e Roberto Damásio, o terceiro, também são negros. Valdemiro fala com orgulho sobre a presença de negros na direção da igreja. E afirma já ter sido discriminado por sua cor. Eis o que diz o jornalista Ronaldo Didini, ex-homem de confiança de Edir Macedo que hoje trabalha como consultor de mídia para Valdemiro: “Uma vez, numa reunião de lideranças da Universal, Valdemiro foi indicado para liderar a igreja no Paraná. Macedo foi contra, dizendo que a sociedade paranaense era elitizada e que não mandaria um negro para lá. Quem defendeu o Valdemiro foi o Honorilton (Gonçalves), hoje presidente da Record. Mas não adiantou”. Por meio de sua assessoria, a Universal afirmou que tem vários pastores e bispos negros e que a acusação de discriminação contra Valdemiro é improcedente.

A Mundial não vive só de inovação. Noutros aspectos, aproveita o know-how dos concorrentes, como a prática de distribuir bens em nome de terceiros para esconder o enriquecimento das lideranças. “A Mundial cresceu muito. Então há coisas que o apóstolo coloca no nome de outros. Eu já tive veículos da igreja em meu nome”, diz Jorge Lisboa, obreiro e assessor da Mundial, presença frequente no altar ao lado de Valdemiro. “O primeiro carro que o apóstolo comprou pela igreja colocou no meu nome. Muita coisa é assim. Sabe por que o R.R. Soares está estacionado? Porque dedicou tudo à família. O dirigente tem de confiar nos outros. Se comprar dez emissoras de rádio, tem de colocar em nome de pessoas diferentes.” O missionário R.R. Soares não respondeu aos pedidos de entrevista de ÉPOCA.

A prática descrita por Lisboa é confirmada pelo advogado Fausto Bossolo, membro da Mundial e assessor do vereador José Olímpio (PP), representante da igreja na Câmara Municipal de São Paulo. “Como é que você vai declarar isso no Imposto de Renda? A Igreja Evangélica tem um crescimento absurdo e a demanda é muito grande”, diz ele. “Então é complicado colocar (tudo) no nome de uma pessoa só. Você tem uma casa e daqui a um ano tem 20. E aí? Como fica?”

Como outras igrejas neopentecostais, a Mundial também não se acanha em pedir ofertas. Apesar do perfil pobre do público, os pregadores não hesitam em estabelecer valores altos para as contribuições. Valdemiro já pediu até 30% da renda do fiel, o que foi batizado de “trízimo” : “Você vai dizer para Deus o seguinte: ‘Senhor, 70% de tudo o que o Senhor me der neste mês é meu. E 30% são da sua obra’”, disse. Depois, associou o “30” à “Santíssima Trindade”. Apesar de dizer que não faz distinção entre doadores, a Mundial qualifica as ofertas em categorias: ouro (R$ 300), prata (R$ 100) e bronze (R$ 50). “Quando Jesus nasceu, recebeu três presentes: ouro, incenso e mirra. Qual foi o mais importante?”, disse Valdemiro num culto. E respondeu: “O ouro!”.

O ex-pastor Rafael Ferreira, um dos raros dissidentes da Mundial, dá detalhes das táticas de arrecadação: “Em Mato Grosso havia uma meta de R$ 1 milhão por mês, além dos R$ 500 mil para pagar a TV. Eu era responsável pelos depósitos. Todo dia ia ao Bradesco do centro de Cuiabá e depositava de R$ 80 mil a R$ 100 mil na conta da igreja”. Ferreira atuou por três anos na Mundial. Ele conta como eram os “cursos de pregação”: “O bispo Sidney Furlan mandava a gente subir no altar e orientava sobre o que falar para comover o povo. Dizia que era preciso fazer um teatrinho, um sensacionalismo para o povo acreditar que a igreja era responsável pelas curas e milagres”. Ferreira, que se diz ex-homossexual, foi expulso da Mundial em dezembro. Ele pede R$ 1 milhão na Justiça por discriminação e calúnia. Os representantes da igreja em Cuiabá não quiseram comentar suas afirmações.



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Fonte: Época / Púlpito Cristão

domingo, 28 de março de 2010

Igreja Mundial: Milagres e milhões

Leonardo Gonçalves

Com promessas de cura e até de ressurreição, o apóstolo Valdemiro Santiago transformou sua Igreja Mundial num novo império evangélico
"Uma das histórias que mais me impressionou (sic) foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, ele estava na pedra. A família já tinha recebido atestado de óbito. A filha dele chegou em mim na igreja, me abraçou e disse: “Se o senhor disser que ele está vivo, ele viverá”. O que houve ali foi pela fé dela. Comovido, respondi: “Então, está vivo”. Quando ela voltou para casa, estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não conseguiram entender como o coração dele voltou a bater. Foi uma ressurreição"

O relato acima foi feito em 2009 pelo líder evangélico Valdemiro Santiago de Oliveira numa de suas raras entrevistas, concedida a uma publicação evangélica chamada Eclésia.

Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, Valdemiro, de 46 anos, é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Caçula entre as neopentecostais, a igreja foi fundada em 1998, em Sorocaba, interior de São Paulo. Mineiro de Palma, região de Juiz de Fora, Valdemiro gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura. ÉPOCA tentou falar com Valdemiro durante dois meses. As solicitações foram feitas por meio de assessores e bispos e diretamente a ele, na saída de cultos. Em duas ocasiões, ele prometeu dar entrevista, mas nunca agendou.

Dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus, a Mundial é a menos organizada das evangélicas. Seus templos têm instalações precárias. A pregação é classificada por alguns como “primitiva”. Há gritos, choros e performances espalhafatosas. Até suas publicações são visivelmente mais pobres que as das concorrentes. Apesar de fazer quase tudo no improviso, a Mundial já é considerada o maior fenômeno religioso do Brasil desde a criação da Igreja Universal, em 1977, sob a liderança do bispo Edir Macedo. Mais que isso, a Mundial começa a se firmar como ameaça ao império que a Universal ergueu no campo das neopentecostais.

Carismático, intuitivo, meio desafiador, meio fanfarrão, Valdemiro comanda uma estrutura que, de acordo com números da igreja, reúne 2.350 templos, cerca de 4.500 pastores e tem sedes em mais 12 países. Só em aluguéis de imóveis para cultos a Mundial gasta R$ 12 milhões por mês, segundo estima o diretor de compras da igreja, Mateus Oliveira, sobrinho de Valdemiro. Em número de templos, a Mundial superou duas de suas três concorrentes neopentecostais: a Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares, e a Renascer, do casal Estevam e Sônia Hernandes. Nos últimos dois anos, a Mundial praticamente multiplicou por dez seu tamanho (em 2008, eram 250 templos). Mantido o atual ritmo de crescimento, ela ultrapassaria a Universal até 2012. A igreja de Edir Macedo afirma ter 5.200 templos e 10 mil pastores.

Uma característica nova na expansão da Mundial está naquilo que o sociólogo Ricardo Mariano, estudioso de religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, chama de “pescar no próprio aquário evangélico”. Estudos sugerem que a maior parte dos seguidores da Mundial veio de outras neopentecostais, principalmente da Universal. Poucos eram do meio católico, tradicional fornecedor de fiéis para denominações evangélicas. “Calculo que mais de 50% dos membros da Mundial saíram da Universal, uns 30% da Internacional da Graça e o resto das demais evangélicas ou outras religiões”, diz Paulo Romeiro, professor de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor de um livro sobre a igreja.

Na cúpula da Mundial, a presença de ex-membros da Universal é expressiva. Estima-se que 90% dos bispos e até 80% dos pastores tenham sido formados por Edir Macedo. O próprio Valdemiro tem origem na Universal, onde atuou por 18 anos. O apetite com que a Mundial avança sobre a Universal aparece até na distribuição geográfica dos templos. Valdemiro tem predileção por instalar igrejas em imóveis que já foram ocupados pela Universal.

Parte do encanto de Valdemiro está na imagem messiânica que ele construiu em torno de si, contando histórias mirabolantes. A mais espetacular está no livro O grande livramento: ele descreve um naufrágio que sofreu em Moçambique em 1996, quando ainda era da Universal. Valdemiro diz que ele e três conhecidos foram vítimas de uma sabotagem, que fez a embarcação afundar a 20 quilômetros da costa. A partir daí, a história ganha ares cinematográficos.

Valdemiro na época pesava 153 quilos (anos depois, ele faria uma cirurgia de redução de estômago). Ele diz que deu os únicos três coletes aos colegas e começou a nadar a esmo. Diz ter nadado oito horas “contra forte correnteza”, “ondas gigantes” e cercado por “tubarões-brancos assassinos” e “barracudas agressivas”. Na travessia, prossegue sua narrativa, um pedaço de sua perna foi arrancado e seus olhos foram queimados por “águas-vivas gigantes”. Quando finalmente chegou à praia, diz ele, dormiu na areia e acordou nos braços de dois estranhos, “africanos seminus”. “Tive a clareza de que os anjos do Senhor haviam me visitado e me dado o livramento”, diz. Dos três companheiros, dois morreram e um foi resgatado. Na época, jornais noticiaram o naufrágio, mas muita gente na igreja duvidou do relato. Um bispo foi à África fazer uma sindicância, mas isso não sanou as dúvidas.

Valdemiro também conta outros três causos de “livramento”. Diz que, numa ocasião, caiu do 8º andar de uma obra, mas nada sofreu. Afirma também que, passeando de carro “na África”, uma bomba de um campo minado explodiu “arremessando nosso carro uns 3 metros para o alto”. Diz ainda que sofreu uma tentativa de assassinato, mas os “matadores profissionais” erraram os cinco tiros. “Assustados, jogaram o rifle para dentro do carro e fugiram”, afirma.



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Fonte: Época / Púlpito Cristão

sexta-feira, 26 de março de 2010

Arrogância nossa

Por Clóvis Cabalau


“Gosto do seu Cristo, mas não gosto dos seus cristãos”. A frase é de Mahatma Gandhi e vale reflexão. Se considerarmos que Gandi morreu sem Jesus e crendo que ratos e outros animais são deuses dignos de adoração [como a maioria da população da Índia crê], temos de admitir que os cristãos têm uma parcela de responsabilidade nisso. É duro aceitar, mas a nossa arrogância e nosso mau testemunho vêm sendo um entrave no alcance de muitas pessoas pela verdade de Jesus.

Somos arrogantes sim. Sob a prerrogativa de que detemos a única chave possível de acesso a Deus, subimos em nosso pedestal, altivos em nossa crença. Lembro-me da passagem em que os discípulos tentavam impedir que crianças se aproximassem de Jesus, repreendendo aqueles que as levavam [Mc 10:13]. Ou quando os seguidores do Senhor repreenderam um cego que clamava por cura [Mc 10:46-48]. Muitos de nós, ao invés de levar as pessoas a Cristo, as repelimos com nossa arrogância, nosso preconceito e testemunho reprovável.

Um dos grandes desafios dos cristãos, hoje, é passar a verdade de Cristo sem parecer orgulhoso e dono de si. Se a verdade não for sustentada pelo amor, torna o detentor da mensagem odioso e a verdade repulsiva.

Nietzsche disse certa vez: “Passarei a acreditar no Redentor quando o cristão parecer um pouco mais redimido”. Penso que muitos intelectuais até admitem sentir admiração por Jesus, mas quando olham para nós, cristãos, acabam considerando não valer a pena seguir a um Cristo que arrebanha pessoas de caráter tão duvidoso.

É por isso que não me canso de pregar aos jovens: “Parem de olhar para homens, olhem para Jesus”. Se Gandhi e Nietzsche o tivessem feito, talvez houvesse experimentado a “paz que excede todo o entendimento” [Fp 4:7], a paz que desconcerta todo intelectualismo solitário.

Quanto a nós, cuidemos de descartar a arrogância nossa de cada dia, para que o mundo possa ver em nós o reflexo do amor simples de Jesus.



Fonte: Blog Púlpito Cristão

Pastor Yossef Akiva, nova estrela dos Gideões de Camboriú

Leonardo Gonçalves

Havendo lançado heresiarcas como Marco Feliciano, e depois de re-introduzir no cenário gospel pentecostal o pastor Gesiel Gomes (hoje apóstolo, e com a unção do cai-cai) o GMHU – Gideoes Missionários da Ultima Hora apostam todas as suas fichas em Yossef Akiva, o judeu cearense:
Detentor de poderes místicos supra-naturais, o pastor Akiva derruba os crentes no chão enquanto promove adoração aos ícones caducos do judaísmo, como arca da aliança e shophar, coisas que carecem de sentido para o cristão da presente dispensação.

Revelamentos, descalabros e profecias de arrancar o sabiá do toco conformam o repertório deste judeu nordestino, que apesar da barba e da simbologia judaica, se recusa a cortar o bilau, ritual da circuncisão que fora instituído por Jeová como sinal para o povo hebreu. Entre as profecias estranhas do herege fanfarrão, destacamos esta que a Jonara garimpou no ano passado, quando ele ainda se vestia como o Valter Mercado e não tinha tanta barba:
É por estas e outras que eu insisto em dizer que o congresso dos Gideoes Missionários de Camboriú é um ultraje ao evangelho, uma vergonha para o protestantismo, e suas praxes são muito piores do que aquelas presentes nas seitas pseudocristas, bem como no baixo-espiritismo. Os retetés lá promovidos são bem semelhantes aos movimentos presentes nos terreiros de umbanda, e os chavões proferidos desde o púlpito não passam de psicologização barata e auto-ajuda.

Nos Gideões 2010, por favor: O último que sair, apague a luz e aperte o botão de detonação!



Fonte: Blog Púlpito Cristão

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gideões Missionários da Última Hora: Um espetáculo de heresias

Por Leonardo Gonçalves



Todos os anos o congresso dos Gideões Missionários atrai uma multidão de pessoas. Famoso por sempre convidar as maiores “estrelas” da pregação pentecostal e também por ser uma “vitrine” de pregadores (quase todos, candidatos à celebridade). Havendo revelado muitos talentos, entre eles o televisivo pastor Marco Feliciano, os cultos dos Gideões realizados no Baleário Camboriú, reúnem uma multidão de crentes fogosos, os quais extravasam suas emoções por meio de gritos ensandecidos, catarses coletivas e ritmos sincopados, ingredientes que juntos conformam o famoso reteté.

Não indico, não endosso e nem aconselho nenhum crente a participar deste congresso. Para ser sincero, “circo gospel” é um eufemismo perto do que este congresso é. Os vídeos e textos que postamos aqui ao longo do ano passado falam por si:

- Giros escalafobéticos e profetada mirabolante com o pastor Pilao;

- Heresia “casca-grossa” e bizarrices by Marco Feliciano;

- Apresentação de bandas disseminadoras de heresias, como os “Avós” da Verdade;

- Letras medíocres que, embora apresentadas com título de louvor, são tão pobres e nojentas que nem o diabo merece.

O pior de tudo é que todos os anos uma multidão sai em peregrinação ao “santuário” do Balneário, que inclusive já ganhou o apelido de Meca Pentecostal. Alguns chegam a dormir nas cadeiras plásticas do ginásio, tudo para garantir o lugar na “fila do gargarejo”, e assim ficar mais perto do seu cantor/pregador favorito. Vale tudo para assistir de perto as performances semi-teatrais dos manipuladores de ovelhas, tosquiadores desapiedados, animadores de auditório que ali se apresentam.

Muitos, após a leitura desta nota, irão se indignar e me insultar com os mais variados xingamentos gospel. Outros lembrarão que eles enviam missionários para o mundo, portanto, não podem ser criticados por mim (como se os fins justificassem os meios!). Um terceiro grupo vai me chamar de “crente geladeira” por não concordar com esse culto pinel que eles insistem em chamar de “poder de Deus”. Contudo, penso que a igreja contemporânea não está chafurdada neste mar de lama por falta de carisma (dons), e sim porque lhe falta caráter. Além disso, nenhuma manifestação ou movimento espiritual está acima da escritura: tudo deve ser julgado pela Palavra, e é a Palavra que diz: “Faça-se tudo decentemente e com ordem” (1Co 14.40).

O congresso dos Gideões começa em Abril, e até lá é só esperar para ver o show de heresias e escândalos que só fazem envergonhar o evangelho.

Que o Senhor nos defenda!


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Fonte: Blog Púlpito Cristão

Socorro, os levitas voltaram!

Por José Barbosa Júnior




Como tirados de folhas amareladas pelo tempo, eles surgem para atrapalhar a já atrapalhada igreja evangélica de nossos dias. São os “levitas”, os grandes homens e mulheres que ministram louvor em várias igrejas pelo país.

Um pouquinho só de conhecimento bíblico já nos faz ver que por trás disso tudo há um grande equívoco. Um movimento re-judaizante, com fortes tendências neo-pentecostais traz em seu bojo, figuras como essa, tema de nosso breve comentário.

Há algum tempo, já vinha querendo escrever sobre isso, pois é uma área da vida da igreja com a qual trabalho há muito tempo (13 anos), e uma área que certamente precisa de um maior cuidado por parte dos líderes maiores (pastores), pois navega por mares nunca dantes navegados... e perigosos.

Quem se diz levita, não sabe o que está dizendo. Creio que o desejo de ser levita surge, antes de qualquer coisa, de uma vontade de possuir títulos nobres, o que é bem comum em nosso meio. Apóstolos, Bispas, Bispos, que assim se auto-denominam são comuns em nossos arraiais. Gente que carece de profundidade bíblica e de seriedade no modo de encarar a verdade revelada. Gente que fica buscando no Velho Testamento coisas que já foram abolidas há muito tempo, há pelo menos 2.000 anos.

Esse movimento de levitas é um caso clássico que vivenciamos em nosso tempo. Pessoas que mal chegam a estar na frente da igreja dirigindo cânticos, e já se sentindo “levitas”. Já tive problemas por causa disso... fui dizer que não éramos levitas... e foi terrível, e isso numa igreja histórica.

As pessoas precisam disso, afinal, ser levita é ser especial, ser diferente da simples massa mortal que assiste ao culto (isso mesmo! As pessoas não participam, assistem ao culto). Ser levita é fazer parte daquele grupo seleto, pessoas que surgiram lá no Antigo Testamento, ficaram omissos por 2.000 anos e agora ressurgem assustadoramente. Pra gente assim, sugiro uma leitura rápida (nem precisa ser muito profunda) do livro de Hebreus. Se restar alguma dúvida, leia novamente... se ainda tiver alguma dúvida, sugiro que procure a Sinagoga mais perto de sua casa! Creio que deve se sentir bem lá!

Nosso meio musical tem passado por momentos terríveis ultimamente... é uma enxurrada de coisas de baixa qualidade (que alguns insistem em chamar de música) que somos obrigados a ouvir tanto nas rádios que se dizem evangélicas, como nas igrejas. Há cânticos que não dizem absolutamente NADA! Cantamos porque o ritmo é gostoso, às vezes agitado, às vezes meloso, mas não dizem nada! Há cânticos até heréticos! A coisa é séria !

Que saudade de Sérgio Pimenta, Janires, Jairinho, etc... que pena nossa juventude não ouvir tanto Vencedores Por Cristo, Logos, etc. Gente comprometida não só com a qualidade da melodia, mas também com letras sadias, bíblicas, que nos fazem bem... E graças a Deus, surgem novos nomes comprometidos com esse trabalho sério: Gladir Cabral, Arlindo Lima... e outros continuam, como João Alexandre, Jorge Camargo, Guilherme Kerr, etc.

Engraçado é que nunca vi nenhum deles arrogando o título de “levitas”. Não precisam! São sérios, comprometidos... não vivem atrás de títulos, nomes, caras e bocas...

Tenho medo de onde podemos parar com essas esquisitices que a cada dia surgem em nosso meio. Tenho medo que aqueles que são comprometidos com algo de mais conteúdo fiquem esquecidos, sendo trocados pelos “levitas” cheios de si e vazios de conteúdo e de mensagem. E tenho mais medo ainda, que com esse movimento re-judaizante, daqui a alguns dias eu seja obrigado a sair de casa para o culto levando não só a Bíblia, mas também um carneirinho para ser sacrificado no altar dos holocaustos...

Que Deus tenha misericórdia.


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Fonte: Blog Púlpito Cristão

domingo, 21 de março de 2010

Chega de engano santo!

Por Clóvis Cabalau




Certa feita, assistia a um culto quando o pastor bradou:

– O Diabo não brinca em serviço, irmãos!

A irmãzinha, obviamente desatenta, ao perceber o tom de voz elevado do pregador, não titubeou: – Glória a Deus! Aleluuuuuia!

Eu e minha amada esposa nos entreolhamos como quem perguntava um para o outro: “Ué, e desde quando mencionar uma ‘qualidade’ do diabo é motivo para glorificar?”

A cena, absolutamente verídica, ilustra bem uma realidade triste de nossas igrejas: a palavra que se prega, para alguns, é menos importante que a performance do pregador. Ou seja, frases de efeito e uma voz bem impostada, com suposta “autoridade”, faz mais efeito que um bom embasamento bíblico.

Amados, não fomos feitos seres pensantes por acaso. A palavra não nos ensina a calar a voz diante de teatralizações espirituais e “revelamentos” sem fundamento. O apóstolo Paulo nos alerta sobre os falsos profetas e destaca a prudência daqueles que examinam, na Palavra, tudo o que ouvem (At 17:11, 1Ts 5:21). A seu discípulo Timóteo, ele recomenda o bom manejo da palavra da verdade (2Tm 2:15). O próprio Jesus nos alerta que homens fariam maravilhas (lê-se manifestações sobrenaturais) e expulsariam demônios em seu nome, mas que estes não tinham parte com Ele (Mt 7:15-27). O que diferenciam os falsos dos verdadeiros profetas não são os milagres, mas os frutos, os bons frutos.

Incomoda-me perceber como mercadores da fé estufam seus bolsos de dinheiro à custa da ingenuidade dos crentes. É triste ver a idolatria em nosso meio. Fico perplexo ao ver pregadores endeusados, novidades e modismos invadindo as igrejas sem o devido exame ou básico apelo ao dom do discernimento. Chateia-me também os legalistas fazendo cara feia para um determinado ritmo de música ou tipo de roupa usada pelos cristãos do século XXI, como se Deus estivesse preocupado com isso [não estou descartando a decência, logicamente].

Pregadores itinerantes vendem milagres com suas performances teatrais e, com extrema facilidade, a igreja “pega fogo” [crente adora uma novidade]. Irmãos, fogo que não traz transformação de vida é fogo estranho. Sei que não vou receber tapinhas nas costas por fazer alguns alertas aqui. Mas prefiro dar a cara à tapa a ficar inerte. Sei que estou a anos luz do servo que o Senhor espera de mim. E também estou longe do conhecimento que preciso e gostaria de ter. Mas tenho a convicção de que o Espírito Santo está abrindo a mente e os olhos de uma nova geração de revolucionários. Crentes afinados com a Palavra, preocupados com o próximo, com o social, com salvação de vidas e que não se deixam enganar.


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Fonte: Blog Púlpito Cristão

quinta-feira, 18 de março de 2010

Curso básico de tele-apóstolo!

Por Leonardo Gonçalves



Olá, alunos!

Sejam bem-vindos ao nosso curso básico de empreendedorismo gospel, matéria também conhecida no meio não-acadêmico como picaretagem da fé. Na aula de hoje você aprenderá alguns truques simples, bestas até, mas que podem te levar ao "êxito" ministerial tão almejado. Preparado para a primeira aula? Então vamos lá!

Primeiro, você deve se esforçar para ser um obreiro popular dentro da IURD, de modo a atrair a atenção dos fiéis para o seu ministério.

Assim que você ganhar nome e popularidade, arrume uma briga qualquer com o Edir Macedo para respaldar seu desejo de divisão. Diga que a Teologia da Prosperidade é do Diabo, e você passará por bonzinho aos olhos dos mais ingênuos. Porém, nunca deixe de pregar o Triunfalismo, e continue falando em prosperidade: hipocrisia é a alma do negócio.

Roube muitas ovelhas do bispo, e fale mal dele em rede nacional. Faça carinha de perseguido e diga que há políticos grandes querendo te derrubar, pois isso comove as pessoas.

Transporte uma escopeta ilegalmente em seu carro e seja preso em uma blitz em Sorocaba. Quando a polícia apanhar você em flagrante e descobrir que além da escopeta, você tem uma coleção ilegal de armas em casa, diga que são armas de caça, e que você as está guardando para um amigo.

Avacalhe com a Bíblia em suas pregações. Empregue os textos fora de contextos, use versículos isolados, fale abobrinha à vontade e a cada programa invente uma nova heresia. Não se preocupe com seus críticos! Quando eles acusarem de heresia, diga que você faz milagres; eles não.

Quem seguir à risca estas regras, certamente se tornará um grande empresário da fé!


Fonte: Blog Púlpito Cristão

Como evitar desequilíbrios religiosos

Arthur W. Pink

Os nossos esforços para sermos corretos nos podem conduzir ao erro.

A operação do Espírito, no coração humano, não é inconsciente nem automática. A vontade e a inteligência humana devem ceder e cooperar com as benignas intenções de Deus. Penso que é neste ponto que muitos de nós se perdem. Ou tentamos nos tornar santos, e, então, falhamos miseravelmente; ou, então, procuramos atingir um estado de passividade espiritual, esperando que Deus aperfeiçoe nossa natureza, em santidade, como alguém que se assentasse esperando que um ovo de pintarroxo chocasse sozinho. Trabalhamos febrilmente, para conseguir o impossível, ou não trabalhamos de forma alguma. O Novo Testamento nada conhece da operação do Espírito em nós, à parte de nossa própria resposta moral favorável. Vigilância, oração, autodisciplina e aquiescência inteligente aos propósitos de Deus são indispensáveis para qualquer progresso real na santidade. Existem certas áreas de nossas vidas em que os nossos esforços para sermos corretos nos podem conduzir ao erro, a um erro tão grande que leva à própria deformação espiritual. Por exemplo:

1. Quando, em nossa determinação de nos tornarmos ousados, nos tornamos atrevidos. Coragem e mansidão são qualidades compatíveis; ambas eram encontradas em perfeitas proporções em Cristo, e ambas brilharam esplendidamente na confrontação com os seus adversários. Pedro, diante do sinédrio, e Paulo, diante do rei Ágripa, demonstraram ambas essas qualidades, ainda que noutra ocasião, quando a ousadia de Paulo temporariamente perdeu o seu amor e se tornou carnal, ele houvesse dito ao sumo sacerdote: “Deus há de ferir-te, parede branqueada”. No entanto, deve-se dar um crédito ao apóstolo, quando, ao perceber o que havia feito, desculpou-se imediatamente (At 23.1-5).

2) Quando, em nosso desejo de sermos francos, tornamo-nos rudes. Candura sem aspereza sempre se encontrou no homem Cristo Jesus. O crente que se vangloria de sempre chamar de ferro o que é de ferro, acabará chamando tudo pelo nome de ferro. Até o fogoso Pedro aprendeu que o amor não deixa escapar da boca tudo quanto sabe (1 Pe 4.8).

3) Quando, em nossos esforços para sermos vigilantes, ficamos a suspeitar de todos. Posto que há muitos adversários, somos tentados a ver inimigos onde nenhum deles existe. Por causa do conflito com o erro, tendemos a desenvolver um espírito de hostilidade para com todos quantos discordam de nós em qualquer coisa. Satanás pouco se importa se seguimos uma doutrina falsa ou se meramente nos tornamos amargos. Pois em ambos os casos ele sai vencedor.

4) Quando tentamos ser sérios e nos tornamos sombrios. Os santos sempre foram pessoas sérias, mas a melancolia é um defeito de caráter e jamais deveria ser mesclada com a piedade. A melancolia religiosa pode indicar a presença de incredulidade ou pecado, e, se deixarmos que tal melancolia prossiga por muito tempo, pode conduzir a graves perturbações mentais. A alegria é a grande terapia da mente. “Alegrai-vos sempre no Senhor” ( Fp 4.4).

5) Quando tencionamos ser conscienciosos e nos tornamos escrupulosos em demasia. Se o diabo não puder destruir a consciência, seus esforços se concentrarão na tentativa de enfermá-la. Conheço crentes que vivem em um estado de angústia permanente, temendo que venham a desagradar a Deus. Seu mundo de atos permitidos se torna mais e mais estreito, até que finalmente temem atirar-se nas atividades comuns da vida. E ainda acreditam que essa auto-tortura é uma prova de piedade.

Enquanto os filósofos religiosos buscam corrigir essa assimetria (que é comum à toda raça humana), pregando o “meio-termo áureo”, o cristianismo oferece um remédio muito mais eficaz. O cristianismo, estando de pleno acordo com todos os fatos da existência, leva em consideração este desequilíbrio moral da vida humana, e o medicamento que oferece não é uma nova filosofia, e sim uma nova vida. O ideal aspirado pelo crente não consiste em andar pelo caminho perfeito, mas em ser conformado à imagem de Cristo.

A.W. Pink (01/04/1886 - 15/07/1952) foi um evangelista e teólogo inglês. No início da sua caminhada espiritual envolveu-se com a teosofia tendo sido um importante membro daquela sociedade gnóstica. Sua conversão ocorreu pela paciente admoestação de seu pai através das Escrituras. Provérbios 14:12 causou um profundo impacto sobre ele fazendo com que ele abandonasse aquele caminho de morte e se voltasse para Jesus. Sedento pela Palavra, mudou-se para os EUA para estudar no Instituto Bíblico Moody. Pastoreou algumas igrejas nos Estados Unidos mas seu maior trabalho foi como escritor. Ele editava uma revista mensal chamada "Estudos nas Escrituras" que ele mantinha de maneira fiel apesar de ter relativamente poucos assinantes, ainda que espalhados por vários pontos do mundo.

fonte: editora Fiel via Blog Ecclesia Semper Reformanda Est

quarta-feira, 17 de março de 2010

Crescimento dos luteranos

Comunhão luterana alcança mais de 70 milhões de fiéis
ALC


Genebra, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ALC) - O número de fiéis das igrejas vinculadas à Federação Luterana Mundial (FLM) cresceu na África e na Ásia, experimentou um leve acréscimo na Europa, mas estagnou na América Latina e no Caribe, e diminuiu na América do Norte.

Com a filiação de 1,58 milhão de novos fiéis nas 140 denominações de 79 países, a Comunhão luterana passou a somar, no ano passado, 70.053 milhões de fiéis, um crescimento de 2,3% em comparação a 2008.

Somando também as igrejas luteranas que não estão integradas à FLM, o número de luteranos e luteranas no mundo em 2009 ascendeu para 73,8 milhões de pessoas

Mesmo registrando perda de 1% da sua membresia em 2009, a Igreja Luterana da Suécia é a maior dentre as denominações filiadas à FLM, com 6,7 milhões de membros.

É na África que as igrejas luteranas apresentam o maior crescimento numérico, somando 18,5 milhões de fiéis, com um crescimento de 7,1% no ano passado.

A segunda maior denominação dentre as filiadas à Comunhão luterana é a Igreja da Tanzânia, com 5,3 milhões de fiéis. A igreja da Etiópia – Mekane Yesus – é a terceira maior da FLM, com 5,27 milhões e um crescimento de 267,3 mil fiéis em 2009.

A Igreja Luterana de Moçambique cresceu 94% quanto ao número de fiéis, a de Angola 38%, e da Namíbia 20%, somando, as três, chegam a 472,6 mil pessoas.

O conjunto de igrejas da Ásia teve um acréscimo de 200 mil fiéis no ano passado, somando, no total, 8,74 milhões de membros, com um crescimento de 2,35% em 2009. A maior igreja luterana no continente é a Batak, da Indonésia, com 4,35 milhões de fiéis.

Também na Europa igrejas evangélicas tiveram crescimento no ano passado, de 250 mil fiéis, somando 37, 1 milhões de fiéis. A Alemanha é o país com o maior número de luteranos no mundo: 12,9 milhões. As maiores igrejas territoriais (Landeskirchen) são as de Hannover, com 2,98 milhões, seguida da igreja da Baviera, com 2,6 milhões.

A Igreja Evangélica Luterana da América teve uma evasão de 86,6 mil membros, em 2009, totalizando 4,6 milhões de fiéis, a quarta maior denominação da FLM. Também a igreja do Canadá viu seu número de membros diminuir no ano passado, com uma perda de 5,2%, somando agora 152,7 mil pessoas.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com 717 mil membros, estáveis, é a maior denominação da região filiada à FLM. As demais igrejas luteranas da América Latina e do Caribe somam, no total, 837,6, mil membros.

Os dados são do serviço de estatística da FLM, que faz a coleta anual do número de fiéis das denominações filiadas ao organismo ecumênico internacional.




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Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

Que tipo de cristão é você?

Por Esli Soares



Fé, sem dúvida é uma palavra da moda. “É preciso ter fé...” tantos dizem. Já outros afirmam que ”sem fé não se chega a lugar nenhum”. Mas a verdade é que ninguém vive sem fé, todos cremos em muitas coisas e em uma quantidade enorme de pessoas e conceitos. Seja na ciência ou mesmo em nossos pais, crer em alguma coisa ou acreditar em certas informações são a base da nossa vida prática. Mas até onde vai a sua fé? O que você está disposto a fazer por aquilo que você crê? Pensando nisto gostaria de refletir sobre três ‘personagens’ na história de Cristo e ver com quem sua fé mais se identifica.

O primeiro personagem é o povo, sempre presente em todas as histórias bíblicas; é o personagem inconstante - hoje quer uma coisa, amanhã exatamente a contrária. No domingo de ramos diz: “bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 21;9) e na sexta-feira da paixão, eles, porém gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o! (Lc 23;21). Num dia estão prontos a fazer de Jesus rei, no outro o esbofeteiam e cospem.

O segundo é Pilatos, o governante da província da Judéia; a Bíblia conta que ele, com medo do tumulto e assustado pela advertência de sua esposa, apenas lavou as mãos — literalmente — e mesmo sabendo que Jesus era inocente o entregou à cruz, atendendo ao pedido do povo, inflamado pelos sacerdotes (Mt 27;24). Ele acreditava em Jesus, mas não tinha compromisso, não se envolveria na causa de Cristo.

O terceiro personagem é Maria, a mãe de Jesus; ela viu tantos milagres como o povo, e obviamente acreditava na inocência de Jesus, como Pilatos, mas diferentemente dos outros dois personagens, mesmo assustada muitas vezes — afinal ela era virgem quando achou-se grávida pelo Espírito Santo (Lc 1;29) — Maria manteve-se firme. Desde a primeira oportunidade sujeitou-se ao filho que também era seu Senhor, reconhecendo que somente pela vontade dele a tristeza por uma festa de casamento mal sucedida podia ser revertida (Jo 2,3). Maria seguiu Jesus de perto por todo o seu ministério, em toda a via crucis e ainda pouco antes de sua morte, ali estava ela junto à cruz (Jo 19;25), atenta, sem medo ou vergonha de ouvi-lo e obedecê-lo.

Em qual desses personagem você se vê? Interessado mas inconstante? Conhecedor, mas descompromissado? Ou servo atento e obediente? Até aonde vai a sua Fé? Um fim de semana? Um susto ou tumulto? Ou ela te leva à cruz, à sua CRUZ?



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Fonte: Ricardo Mamedes, via Púlpito Cristão

Você parece com Jesus?

Por Clóvis Cabalau



Já notou como o nosso pecado é sempre menor do que o pecado do próximo? Quando a ‘batata esquenta’ na casa do vizinho, fica cômodo criticar, não é verdade? Via de regra, temos o péssimo hábito de nos comparar com os outros na intenção de parecermos melhores do que realmente somos. Afinal, detectar falhas em alguém serve para realçar as nossas supostas qualidades.

Buscar virtudes em mim ante os defeitos do meu irmão é sempre fácil. Desafiador é ter coragem de me comparar com Jesus. É que diante do meu próximo eu até consigo exaltar – ou seria forjar? – as minhas qualidades, mas comparar-me a Jesus é ter, inevitavelmente, meus defeitos escancarados. Senti que deveria fazê-lo.

Enquanto pregava no culto do domingo passado, pela manhã, na Comunidade Vida, compartilhei com a igreja a experiência de me comparar com Jesus. A mensagem estava alicerçada no texto de 1Co 11:1 e uma das perguntas que fiz a mim aos irmãos presentes foi: “Será que nós teríamos a firmeza do apóstolo Paulo para dizer às pessoas “sedes meus imitadores como eu sou Cristo”? Arrematei com outra pergunta: “Será que alguém que imite a mim estará em compasso com os ensinamentos de Jesus?

Ao comparar-me com Jesus, constatei que a minha coragem para pregar o evangelho está a anos luz da coragem de Cristo. Olhei para Ele e vi que minha fé não chega ao tamanho de um grão de mostarda, pois a Bíblia diz que “Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda direis a esse monte: Passa daqui para acolá – e há de passar; e nada vos será impossível” [MT 17:20]. Conclui também que minha capacidade de perdoar ainda é extremamente carnal e egoísta. Vi que meu amor ao próximo não chega nem aos pés do amor Daquele que entregou sua vida por mim na cruz do Calvário.

Comparar-me com Jesus foi constrangedor. Mas, pude concluir duas verdades práticas: a primeira me diz que me comparar ao meu próximo pode ser uma grande perda de tempo quando utilizo a comparação apenas para me ensoberbecer nas minhas supostas qualidades; a segunda me mostra que me comparar a Jesus é um exercício de confronto com minha postura de servo e meu caráter cristão.

Que possamos ser, como Paulo, um autêntico e ousado imitador de Cristo.



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Fonte: Blog Púlpito Cristão

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sombras da Nova Ordem Mundial

Aumentam a cada dia as conjecturas sobe como será o futuro da humanidade em nosso planeta. Previsões sombrias pairam sobre as nossas cabeças, o que é natural por causa dos fatores múltiplos que fazem parte do panorama atual do mundo.

Muito se tem falado sobre as ameaças climáticas e há dúvidas sobre se realmente a Terra está mais quente, por causa da ação do homem, ou se isto é algo cíclico pelo qual o planeta deve passar.

Poucos são os que, todavia, tem se debruçado sobre as questões éticas. Isto bem pode ser por causa de uma cosmovisão pagã que não faz distinção entre o bem e o mal. Esta visão de mundo,contrária ao que diz a Palavra de Deus chama-se monismo e vê tudo como uma coisa só. Não há distinções. E as implicações desta forma de ver o mundo trarão consequências desastrosas para a humanidade uma vez que a Igreja for tirada de cena por causa do Arrebatamento (ou então estas consequências ocorrerão, se os póstribulacionistas estiverem corretos em sua interpretação sobre o retorno de Jesus, com a Igreja estando sobre a Terra).

A declaração fundamental do Movimento da Nova Era é o monismo. “Tudo é um”. Crêem também que cada pessoa é um deus em potencial. A consequência desta crença, será a aceitação unãnime do futuro governante mundial. Uma nova elite já está trabalhando nos bastidores para que a humanidade submeta-se sem maiores percalços à ideia de um governo único mundial. Já se delineiam no horizonte os contornos desse superestado que abarcará a tudo e a todos. Para sobreviver nesta Nova Ordem Mundial, as pessoas abandonarão as noções tradicionais de liberdade e dignidade.

A orquestração diabólica que trará à luz este governo mundial anticristão e seu governante máximo, a Besta de Apocalipse 13, já está há muito tempo em ação, aliás desde a queda do homem no Éden (Gn 3.4,5; 2Ts 2.7). O princípio de rebelião que Paulo denomina “mistério da iniquidade” cresce continuamente.

O superestado que está em formação suprimirá a liberdade do homem. De forma sutil inicialmente, mas crescente em eficácia, a esmagadora opressão de Satanás através do Anticristo será cruel e impiedosa. O mundo nunca mais, a partir deste tempo que a Bíblia chama de Grande Tribulação (Mt 24.21) que é 70a semana de Daniel (9.27) viverá como tem vivido até agora. Serão dias muito aflitivos. Jesus disse que se aqueles dias não fossem abreviados ninguém se salvaria (Mt 24.22). A desvalorização da vida, a destruição dos valores cristãos, a blasfêmia contra Deus, a exaltação do ego, estarão na ordem do dia. Interessante observar a etimologia de tribulação: no grego, o termo é thlipsis que traz em si a ideia de pressão como se houvesse uma grande carga sobre o espirito humano.

Recordamos aqui o livro de George Orwell 1984 onde uma sociedade totalitária e um estado policial são retratados e o olhar onipresente do Grande Irmão estava em toda a parte. Mas a ficção somente dá uma pálida ideia do que acontecerá na realidade daqueles dias. No atual estágio em que se encontram a tecnologia e a informática, o Anticristo será totalmente onipresente, ninguém poderá esconder-se, ninguém poderá viver como se ele não existisse, toda dissidência será violentamente esmagada porque o mundo será um estado policial, na realidade, o mundo tornar-se-á uma enorme prisão. Se alguém quiser viver em conformidade com o futuro governo anticristão, se alguém quiser ter sua vida normal, com suas necessidades básicas preenchidas, terá de aceitar a marca da besta (Ap 13.16-18). E também deverá adorar ao Anticristo. É fazer isto ou viver á margem da sociedade e ser perseguido e morto. Ninguém escapará. O Anticristo usará plenamente seus poderes ocultistas juntamente com seu ministro religioso, o Falso Profeta (Ap 13.11-16). A propósito: aquele que aceitar a marca do anticristo ou adorá-lo, não poderá mais ser salvo, estará irremediavelmente condenado ao lago de fogo (Ap 14.9,10,11).

Assim, é desta maneira que a Bíblia demonstra a realidade final da história da humanidade ímpia sobre o planeta. São insensatas utopias todas aquelas previsões de que o homem superará as crises sociais, econômicas, as guerras, os problemas do meio ambiente e conseguirá implementar uma era de paz e felicidade. Isto acontecerá somente quando Jesus Cristo voltar pela segunda vez. Antes disso, não haverá escape em toda a terra para as consequências terríveis do juízo divino que sobre todos os ímpios se abaterá. O próprio governo de Satanás no mundo, na pessoa do Anticristo, já em si constitui-se em juízo de Deus para os ímpios, além das pragas que Deus enviará como o livro de Apocalipse demonstra cabalmente.

Ainda há tempo de escapar do vindouro governo mundial. Se você está em Cristo, você está seguro eternamente. Nada há a temer. Porém, se ainda não entregaste teu coração a Ele, tenha cuidado porque o tempo para estes acontecimentos finais está muito próximo.

Por favor, te conclamo: Pense nisto!


Fonte: Blog Observatório Teológico

domingo, 14 de março de 2010

Setenta vezes sete

Adriano Couto

Hoje pela manhã, estava ainda deitado, quando ouvia lá no fundo, o rádio ligado, era a missa, pois minha mãe é católica, mas até então o que o padre falava passava despercebido, até em que em seus avisos paroquiais, o mesmo diz assim: “procure fazer uma boa confissão para a páscoa, estarei com os outros padres na cidade aqui ao lado para auxiliar nas confissões. Caso você tenha algum problema conta o padre, procure outro padre, POIS EU PODEREI DEIXAR-ME LEVAR PELA EMOÇÃO E NÃO LHE DAR A ABSOLVIÇÃO”. Quando ouvi aquilo, saltei repentinamente da cama e lembrei-me imediatamente da passagem em que Pedro perguntou a Jesus: “Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão? Até sete vezes? Jesus respondeu-lhe então: Eu lhe digo: não até sete, mas setenta vezes sete (que quer dizer SEMPRE) (Mt 18,21).
Daí fiquei me perguntando, até que ponto a vaidade humana pode chegar? A Igreja Católica que se autoproclama a única igreja verdadeira de Cristo, detentora das chaves do reino dos céus e mais um monte de asneiras, em pleno o século XXI, ainda tem a mesma prepotência e arrogância dos tempos da Inquisição, cito isto, porque este sacerdote está a serviço da igreja romana, contrariando tudo que Nosso Senhor Jesus Cristo falou sobre perdão, o amor pelos pecadores, deixando o Evangelho de lado e colocando as vaidades acima da misericórdia de Deus! Falo aqui também do lado humano do sacerdote, não é minha intenção julgá-lo, mas fico me questionando, pelo que conheço muito bem do catolicismo, quando a pessoa se aproxima do confessionário,ela busca uma orientação, consolo, palavra de conforto, tudo isto deveria buscar na bíblia é claro, mas tendo um amigo para desabafar é ótimo também, então a pessoa muitas vezes desesperada se aproxima e em vez de encontrar um amparo cristão, um ombro amigo, encontra um inquisidor mesquinho, vaidoso, prepotente e arrogante. Citei este caso para que possamos refletir em nossas igrejas, onde muitos irmãos e até mesmo pastores se recusam a oferecer uma palavra de conforto, orientação, contrariando assim totalmente o ensinamento de Jesus: PERDOAR SEMPRE! É difícil? Humanamente sim, mas com coração quebrantado, espírito puro conseguimos!
Jesus falou em Mt 24,12: “Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará” Amados irmãos! Fiquemos vigilantes! Devemos PERDOAR SEMPRE!

SOLI DEO GLORIA

Santo Daime: Que religião é essa?

Por Natanael Rinaldi


São bem oportunas as palavras bíblicas de Romanos 1.22: "Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos", quando nos propomos a falar sobre o grupo religioso SANTO DAIME. Dizemos isso porque, nesse grupo religioso, aparentemente desconhecido, existem celebridades da TV que já se pronunciaram publicamente como membros dele. E não é só isso. Até o famoso pastor Neemias Marien já fez parte de reuniões religiosas onde o chá foi bebido.

Conta ele: "Concentrado no culto, cantei, com o mais vivo entusiasmo, todas as canções de louvor, mas sempre muito atento às mínimas ocorrências envolvendo os circunstantes. Vi nocauteada a resistência de muitos que se entregavam relaxados nos colchonetes e poltronas espalhados pela sala. Vi outros se transfigurarem, em êxtase, os olhos vítreos esbugalhados. Um jovem tomou-me a mão, como um náufrago perdido no mar e, literalmente, urrava como leão. Muitos vomitavam, enquanto outros corriam ao banheiro. Um outro virou uma estátua vibrante, o tempo todo em obediência a seus chakras, segundo disse. Então, após o segundo cálice, comecei a sentir as mãos frouxas e uma ligeira cãibra nas pernas, dando-me a impressão de desmaio, embora em momento algum me sentisse tenso. Procurei cantar com mais entusiasmo, mas logo percebi ser melhor procurar o sofá, no qual o meu corpo caiu pesado. Foi nesse instante que, relaxado, rendi-me ao DAIME, sem alucinações, mas com a consciência da purificação espiritual centrada em Jesus."(...) "Creio que, também, pelo Santo Daime, pode-se contemplar a luz divina e alcançar a purificação do espírito e a cura interior."(JESUS, A Luz da Nova Era, pp.120/21).

Pode haver maior apostasia do que essa, de se ler um pastor afirmar que "contemplou a luz divina" e alcançou a "purificação do espírito e cura interior" depois que tomou o chá ??? A luz divina, como sabemos pela Bíblia, é Jesus Cristo: "Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo" (Jo 1.9). Purificação do espírito se faz pelo sangue de Jesus e não por tomar-se um chá - "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (Jo 1.29). E cura interior alcançamos quando atendemos ao convite de Jesus, em Mt 11.28,29: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."


O NOME

DAIME - dizem - vem do verbo dar, no imperativo. "'Daime' paz, 'Daime' saúde, 'Daime' felicidade!" - é a aspiração dos membros da entidade. É um tipo de seita eclética, uma mistura de espiritismo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de três culturas (a branca, a negra e a indígena). O livro sagrado que adotam é o seu hinário. As letras dos hinos constituem a diretriz para os seguidores. Todos os ensinamentos são ministrados por hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo Daime, encontrando-se neles suas crenças básicas. A principal característica do Santo Daime é o canto. São conhecidos também como "Povo de Juramidam", expressão composta de Jura (pai) e Midam (filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades divinas. Juramidam representa a segunda volta de Jesus à terra, sendo assim o povo de Juramidam o povo de Jesus Cristo. Impossível para um leitor da Bíblia ler sobre um tipo de culto envolvido com práticas mediúnicas, idolatria e feitiçaria, admitir que seja "povo de Jesus". O próprio Jesus declara ser a luz do mundo e que aquele que o segue não andará em trevas (Jo 8.12). Em nenhuma passagem bíblica se encontra qualquer ensino de Cristo que se assemelhe a um ensino que envolva espiritismo, feitiçaria e idolatria.


O FUNDADOR

O fundador, Raimundo Irineu Serra, nasceu em 1892, no Maranhão, e faleceu em 1971. Aos 20 anos de idade, integrou um movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração de látex. Na floresta amazônica Irineu e seus companheiros foram misturando a sua cultura com a dos índios e aprenderam a preparar a bebida, que lhe provocava "visões". Numa dessas "visões" apareceu-lhe uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da floresta. Ela falou-lhe: "Quem é que tu acha que eu sou? Ele olhou e disse: Para mim a senhora é uma Deusa Universal. Tu tem coragem de me chamar de Satanás, isso ou aquilo outro? Não, a senhora é uma Deusa Universal. Tu achas que o que tu está vendo agora, alguém já viu? O mestre Irineu refletiu e achou que alguém já podia ter visto, tantos que faziam a bebida que ele podia estar vendo o resto. A senhora então disse: O que você está vendo agora ninguém jamais viu, só tu. E eu vou te entregar esse mundo para tu governar. Agora tu vai se preparar, porque eu não vou te entregar agora. Vai ter uma preparação para ver se você tem merecer verdadeiramente: você vai passar oito dias comendo só macaxeira (mandioca) cozida, com água e mais nada."

Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo Daime à bebida e ditou normas para a realização do ritual. Ele adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a comunicar-se com os mortos. Nas reuniões evocam Jesus Cristo e os santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João Batista, São José. Paralelamente evocam entidades indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Barum, Marum Papai Paxá, B. G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.


EFEITOS DO CHÁ

A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o cipó jagube (Banisteriopsis caspi) e a folha chacrona (Psychotria veridis). É conhecida como ayahuasca ou, abreviadamente, OASCA. É ingerida para proporcionar vidências, comunicação com espíritos, alívio físico e psíquico, curas, etc. É uma porta aberta para os estados alterados de consciência. Produz um desarranjo intestinal tão violento que a pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel porque não há tempo de ir ao banheiro comum.


UM CULTO ABSURDO


É tão absurdo esse culto do Santo Daime que se declara: "Há quem vomite e quem seja cometido de desarranjos intestinais, ou as duas coisas juntas. E com que objetivo? Ocorrendo a ânsia de vômitos e a diarréia depois que se toma o chá é que a pessoa está passando por uma espécie de 'limpeza espiritual'. Ou seja, de alguma maneira está se livrando de tudo aquilo que a impede de estar em comunhão com Deus" É esse um culto racional? Paulo recomenda que apresentemos os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm 12.2).


***
Artigo de Natanael Rinaldi, na revista Defesa da Fé.


Para ler o artigo completo e conhecer a refutaçao bíblica da heresia do Santo Daime, acesse o site Apologia do Cristianismo




Fonte: Blog Púlpito Cristão

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pra você que pensa em abandonar a Igreja

Por Márcio de Souza



Faz algum tempo, ouvi da boca de uma adolescente essa frase. Ela estava dizendo com todas as letras que ia se desviar. Coisa de criança. Mas ela levou a cabo e se afastou da igreja por um tempo.

O grande caso é que todos os dias pessoas tomam essa decisão não por falta de amor a Deus e a Jesus, mas por desgosto de ir a igreja e de compactuar com a safadeza que alguns andam cometendo por aí. Eu já passei por questões parecidas e sei o que é ter vontade de estar fora, mas estou convencido que na comunhão há vida.

Não desanime, não se afaste da igreja, o melhor argumento que eu tenho pra te convencer a ficar é que se Jesus não desistiu da igreja, pelo contrário investe nela porque nós desistiríamos? Desvie-se de tudo aquilo que te afasta de Jesus. Das obras da carne, das tentações, do medo de ser feliz, da falta de postura cristã mas não da igreja, pois no final quem vai perder é você.

E no mais, tudo na mais santa paz!


Fonte: Blog Púlpito Cristão

Um cristianismo assassino de Deus

Por Leonardo Gonçalves



Não tenho heróis. Heróis são artificiais, chatos, enfadonhos...

Não gosto de heróis. Eles são sempre perfeitos, tão certinhos, nunca falham e nunca perdem.

Os heróis são de outro planeta. Talvez por isso eles sejam tão diferentes das pessoas comuns, que tem fraquezas, falhas, que choram, e morrem.

O “cristianismo” está cheio de heróis. Salvadores de homens, curandeiros portentosos, perfeitos e absolutos, acima do bem e do mal, sócios do criador, redentores da pátria que os pariu!

Não, meu amigo, eu não vou te salvar! Não olhe para mim como quem olha para um deus, nem espere de mim mais do que eu posso te dar. Não sou teu herói.

Sou vilão! Vilão da minha própria história. Sou a dualidade dos versos do Lenine, e levo no peito “uma vontade bigorna e um desejo martelo”.

Sou um mendigo carente de indulgência, assim disse meu irmão Lutero. Um mendigo carente, dependente da graça, viciado em misericórdias que se renovam à cada manha, e com muita saudade do tempo em que éramos apenas humanos – meramente humanos! – pérfidos pecadores, conhecedores do pior que há em nós.

Saudade do tempo em que não éramos heróis...

Sim, eu tenho saudade daquele tempo. Do tempo em que éramos tão vis, que não hesitávamos em cair prostrados, rosto em terra, suplicando perdão a Deus por nossas faltas. Do tempo em que não usávamos racionalização para exorcizar nossos demônios, que nos arrependíamos mais do que justificávamos, saudade do tempo em que precisávamos de Deus.

Não, não foi Nietzsche que matou Deus. Fomos nós que o “matamos”! A nossa arma? A auto-suficiência.

Quem lê, entenda.



Fonte: Blog Púlpito Cristão

quinta-feira, 11 de março de 2010

Os apóstolos modernos e suas distorções teológicas

Por Renato Vargens


Acredita-se que no mundo existam cerca de 10 mil “apóstolos”. Na verdade, nunca se viu tantos apóstolos como neste inicio de século. Em cada canto, em cada esquina, em cada birosca encontramos alguém reivindicando o direito de ser chamado de apóstolo.

De acordo com a coalizão internacional de apóstolos presidida por Peter Wagner, a segunda idade apostólica começou em 2001. Para Wagner, o movimento apostólico é o movimento mais importante da igreja mundial após a reforma protestante.

O movimento de restauração e o movimento apostólico:

O chamado movimento de restauração defende a tese de que Deus está restaurando a igreja. Para estes, após a morte dos primeiros apóstolos, a igreja de Cristo paulatinamente experimentou um processo de declínio espiritual culminando com a apostasia vivenciada pelos seus adeptos no período da idade média.

Com o advento da Reforma Protestante, os defensores desta teologia afirmam que Deus começou a restaurar a saúde da igreja. Segundo estes Lutero foi responsável pela redescoberta da salvação pela graça, Finney pelo vigor do avivamento, Azuza, pelo ressurgimento do batismo com Espírito Santo com evidência em falar em línguas estranhas, e agora em pleno século XXI, estamos vivendo a restauração do ministério apostólico. Os teólogos desta linha de pensamento afirmam que a restauração dos apóstolos é uma das últimas coisas a serem feitas pelo Senhor antes de sua vinda. Segundo estes, os apóstolos de hoje possuirão em alguns casos maior autoridade do que os apóstolos do primeiro século, até porque, para os defensores desta corrente de pensamento a glória da segunda casa será maior do que a primeira.

Pois é, para estes o ministério apostólico não morreu. Na verdade, tais teólogos advogam que o ministério apostólico é perpétuo e que o livro de Atos ainda continua a ser escrito por santos homens de Deus que mediante a sua autoridade apostólica agem em nome do Senhor.

Ora, inevitavelmente isto me faz lembrar os mórmons e a Igreja dos Santos dos Últimos Dias que ensinam que o corpo de escritos inspirados por Deus não se fechou, e que Deus tem muita coisa nova para dizer e para revelar aos seus santos através de seus apóstolos.

Infelizmente, assim como os mórmons, os adeptos do movimento apostólico consideram a Bíblia uma fonte importante, embora não única de fé. Para os apostólicos deste tempo, Deus através de seus profetas pode revelar coisas novas, ainda que isso se contraponha a sua Palavra. Basta olharmos para as doutrinas hodiernas que chegaremos à conclusão que os apóstolos do século XXI, acreditam entrelinhas que suas revelações são absolutamente diretivas e inquestionáveis.


Algumas doutrinas heréticas dos apóstolos modernos:

A instituição dos atos proféticos.
A ressurreição do maniqueísmo.
A instituição de novas unções.
O aparecimento de novas doutrinas espirituais relacionadas a batalha espiritual.
O surgimento de novas e inéditas revelações.
A consolidação da teologia do medo. (ungido do Senhor)
A instituição da doutrina da cobertura espiritual.
A corenelização da fé.


Existem apóstolos nos dias de hoje? Segundo a bíblia quais deveriam ser as credenciais de um apóstolo?

1. O apóstolo teria que ser testemunha do Senhor ressurreto. Em Atos vemos os apóstolos reunidos no cenáculo conversando sobre quem substituiria a Judas. No cap. 1:21-22 lemos: “É necessário pois, que, dos homens que nos acompanham todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós , começando no batismo de João, até ao dia em que dentre vós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição”. Paulo diz que viu Jesus ressurreto: “Não sou, porventura livre? Não sou apóstolo? Não vi a Jesus, Nosso Senhor?” (I Co 9:1).

2. O apóstolo tinha de ter um chamado especial da parte de Cristo para exercer este ministério.

3. O apóstolo era alguém a quem foi dada autoridade para operar milagres. Isso fica bem claro em II Co 12:12 - “Pois as credenciais do meu apostolado foram manifestados no meio de vós com toda a persistência, por sinais prodígios e poderes miraculosos”. Era como se ele dissesse: “Como vocês podem questionar meu ofício de apóstolo se as minhas credenciais foram apresentadas claramente entre vós”. Sinais, milagres e prodígios maravilhosos.

4. O apóstolo tinha autoridade para ensinar e definir a doutrina firmando as pessoas na verdade.

5. Os apóstolos tiveram autoridade para estabelecer a ordem nas igrejas. Nomeavam os presbíteros, decidiam questões disciplinares e questões doutrinárias, e falavam com autoridade do próprio Jesus: “... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”(Jô 14:26).

A luz destas afirmações para, pense e responda sinceramente: Será que diante destas prerrogativas os famosos apóstolos brasileiros podem de fato reivindicar o título de apóstolo de Cristo?

Por acaso algum deles viu o Senhor ressurreto? Foram eles comissionados por Cristo a exercerem o ministério apostólico? Quantos dos apóstolos brasileiros ressuscitaram mortos? E suas doutrinas? Possuem elas autoridade para se contraporem aos ensinamentos bíblicos?

Pois é, infelizmente os "apóstolos" tupiniquins não possuem respostas a estas perguntas, o que corrobora com o posicionamento da ortodoxia evangélica que acredita que o ministério apostólico cessou com a morte dos apóstolos no primeiro século. Sem a menor sombra de dúvidas considero a utilização do título "apóstolo" por parte dos pastores brasileiros como uma apropriação indevida de um ministério que não existe mais.


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Fonte: Blog Púlpito Cristão

G12, encontros e técnicas de lavagem cerebral

Por Leonardo Gonçalves



Uma das caracteristicas mais comuns das seitas é o proselitismo, ou seja, estão sempre à espreita de uma nova vítima, e para conseguir seus “convertidos” elas precisam trabalhar duro para modificar pensamentos e atitudes em um curto espaço de tempo – geralmente um dia ou um fim de semana. O que apresentamos neste artigo são algumas das técnicas mais comuns usadas pelos manipuladores de mente:


Isolamento

O primeiro indicador que mostra que estão utilizando técnicas de conversão é o isolamento. As reuniões ou cursos de capacitação geralmente ocorrem em um lugar onde os participantes estão isolados do mundo exterior, podendo ser a reclusão em uma casa, um sítio ou fazenda, onde os participantes devem permanecer todo o tempo, tendo acesso apenas ao banheiro, e ainda assim este acesso é bastante restrito.


Horário maçante

O segundo fator que denuncia a utilização de técnicas de conversão é uma carga horária maçante, que produz cansaço físico e mental. Durante essa fase a pessoa, vencida pelo cansaço, passa a assimilar tudo o que lhe é a´presentado sem questionar, pois perde a capacidade de discernir.


Insegurança

O terceiro indicador é a insegurança. Poderiamos escrever várias linhas sobre as técnicas utilizadas para aumentar a tensão e gerar incerteza. Enfatiza-se muito a culpa, e os participantes são incitados a relatar seus mais intimos acontecimentos e todos são forçados a revelar os segredos da sua vida privada. Um dos seminários de auto-ajuda de mais exito força os participantes a subir em um palco diante de um auditório enquanto são atacados verbalmente pelos mentores. Ora, uma pesquisa realizada há anos atrás revela que a situação mais constrangedora para a maioria das pessoas é falar diante de um auditório. Agora, imagine a tensão que essa situação causa na pobre vítima dos manipuladores de mente! Alguns chegam a desmaiar e outros buscam fugir mentalmente da situação, entando em um tipo de transe hipinótico, o que os torna ainda mais sugestionáveis.


Introdução de novas “gírias”

Outro fato que indica a utilização de técnicas de conversão é a introdução de “gírias” que possuem sentido apenas para os “iniciados”. Utiliza-se esta forma de linguagem durante todo o tempo, e quase não há espaço para descontração ou gracejo, pelo menos até que os participantes tenham se “convertido”. Depois dessa fase, exagera-se no bom humor e os risos surgem como símbolo da nova felicidade que os participantes supostamente encontraram.

As reuniões das seitas são ambientes ideais para observar aquilo que tecnicamente conhecemos como “síndrome de Estocolmo”. Esta é uma situação em que as pessoas que são intimidadas ou humilhadas, passam a sentir admiração e as vezes até desejar sexualmente os seus controladores.

Aqueles que pensam que são capazes de assistir um “treinamento” desse tipo sem ser afetados devem rever seus conceitos. Um exemplo disso é a história de uma mulher que foi até o Haiti junto com um grupo de estudantes para examinar o culto local desde uma perspectiva antropológica. Ela escreve em seu relatório que a música a conduziu a alguns movimentos corporais involuntários e a um estado alterado de consciência. Ainda que ela entendia o procedimento e acreditava estar acima daquelas crenças bárbaras, ela começou a sentir-se vulnerável a música. Ela diz que tentou resistir, mas após algum tempo não suportou mais e acabou “baixando à guarda”. O enfado assegurou a “conversão” e quando ela se deu conta já estava dançando em transe em meio à reunião.

Diante desse quadro é possivel entender porque algumas pessoas “renascidas” e aparentemente esclarecidas, que já aceitaram a Cristo e que são membros de igrejas sérias há anos, após participarem de uma reunião misteriosa em um lugar isolado, após muita “ministração”, havendo cumprido uma rotina fadigante durante 3 dias, ainda que tenham ido apenas como críticos, curiosos ou expectadores, regressam de lá dizendo: “nunca na vida havia tido uma experiência tão fascinante!”; “há anos eu pensava que estava servindo a Deus, mas só agora eu pude conhecer a verdade”. E quando você pergunta o que foi que ocasionou tal mudança, eles simplesmente respondem: “Só posso te dizer que É TREMENDO!”.



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Fonte: Blog Púlpito Cristão

Cristianismo analfabeto

Por Márcio de Souza



É impressionante a quantidade de analfabetos bíblicos hoje em dia. A igreja está cheia deles. A maior prova disso é que multidões seguem pseudo pregadores que em frenesi falam sobre tudo, milagres, venda de material, apelos mirabolantes sobre fogueiras e patrocinadores. Tagarelam sobre tudo menos sobre a Palavra. E qual o resultado disso? Uma geração de crentes acostumados a comer restos de teologia fajuta e que desconhece totalmente o estudo da bíblia.

Outro dia, fiz um quiz com alguns crentes que visitei em uma paróquia bem conhecida. Fiz perguntas simples pra sortear alguns livros meus só pra constar que foi feito o mínimo de esforço para conquistar o brinde. Fiquei deprimido...rs. A pergunta foi: qual o primeiro rei de Israel? A resposta emergiu num brado quase ensurdecedor e em uníssono da galera, DAVI! Deu vontade de chorar e rir ao mesmo tempo. Diante disso, pensei, se neguinho não acerta quem foi o primeiro rei de Israel como responderão a questões básicas sobre fé e doutrina. Resultado, deixei o quiz pra lá e desisti de dar os livros. Observação: nessa reunião haviam diversos líderes da denominação.

É por isso que hoje em dia surgem as campanhas do tapete de fogo, do sal grosso, do Rio Jordão e etc... porque as pessoas não conhecem nada de nada, e aí fica fácil manipular e extorquir a galera. Dizer que hoje em dia pregamos para uma platéia de autistas é ofender profundamente os autistas. Estamos diante de um panorama onde pastores pregam a restituição de hímem como milagre e pessoas testemunham que amaior benção de sua vida foi ter conseguido montar seu enxoval de casamento em Paris.

Espero que haja uma revolução em prol da leitura da Bíblia e da sã doutrina, porque do jeito que estão dando caneladas bíblicas por aí, em breve teremos uma nova igreja surgindo: A “igreja dos santos descerebrados que dizem amém”!

Que Deus nos perdoe pela falta de vergonha na cara.

E no mais, tudo na mais santa paz!


Fonte: Blog Púlpito Cristão

O Evangelho é cruz, não é pináculo

Por Isaltino Gomes C. Filho



Conhecia Helmut Thielicke do livro Mosaico de Deus. Comprei e comecei a ler As tentações de Jesus, também dele. O livro é bom: foram três edições em alemão.

Uma expressão sua me encantou (ouvindo-a, Meacir concordou: "Puxa, que lindo!"): "Deus aproxima-se silenciosamente, sem ser notado por ninguém, entra pela porta dos fundos do mundo, e repousa no estábulo de Belém". O Deus silencioso! O mesmo Deus que respondeu a Elias contrariando a sua expectativa. Não veio como terremoto, vento despedaçador ou fogo, mas como brisa mansa e suave.

Satanás oferece o pináculo do templo: "Lança-te daqui abaixo". Que conselho! Na hora do culto, a multidão indo ao templo, Jesus pula e quando vai se esborrachar, anjos surgem e o depositam suavemente no chão. Fantástico! Por que a cruz? Por que o sofrimento? Há meio mais fácil! Se a questão fosse como hoje, atrair gente, o conselho de Satanás seria o melhor. Mas Deus tem seus planos. Ele age de maneira diferente da que pensamos (como com Elias) e muitas vezes no silêncio, como na encarnação.

Por que esperar raios, trovões e fumaças e não ver a mão de Deus no amigo que, sem saber de nossa dor, foi tocado por Deus para orar por nós? Por que não ver a mão de Deus na palavra de um irmão ou do professor da EBD, ou do pastor, que vem ao nosso encontro, nos conforta, lança luz e dirime questões?

Em Jesus, Deus entrou pela porta dos fundos do mundo, à noite, e foi dormir num estábulo. Este é o maior de todos os milagres, a encarnação. O Eterno entrou no tempo, o Infinito entrou no espaço, o Santo veio aos pecadores. Deus é desconcertante! Faz o que quer, quando quer, sem dar satisfações, e não precisa que tomemos atitudes pouco sábias e, algumas vezes, ímpias. Como Pedro, quase matando Malco, à espada. Se Jesus quisesse, o Pai o livraria.

Duas questões são fundamentais. A primeira é quem Deus é. Ele é grande e é poderoso. Pode nos usar, pode se servir de nós, mas não precisa de nós. Saía-se bem antes de nós e quando nos formos, irá bem. Cuidado com cultos e pregações tipo pináculo do templo para promover seu reino. Ele não precisa de estardalhaço (e isto serve para a barulhada terrível de boa parte da liturgia de muitas igrejas hoje!) nem de sensacionalismo. A divulgação do seu evangelho, de seus atos e feitos, vem pelo testemunho, pela vida, pelo caráter e pela proclamação com a vida. Deus sabe "se virar". Não precisamos "forçar a barra". Ele não é incompetente nem o evangelho é uma tranqueira que precisa de artifícios desonestos. Ele precisa de quem viva sua palavra e não de quem a infle artificialmente.

A segunda questão é o que o evangelho é. Ele é conteúdo e não rótulo. Miolo, não casca. E se impõe pelo que é, pelo que diz, pelo que mostra, e não pelo adorno e enfeite que lhe damos. A igreja tem tornado o evangelho palatável aos homens, e muitas vezes lhe tira o conteúdo para vender um produto agradável. É a graça barata, a liturgia barata (e pobre, porque a liturgia atual é barulho e sacolejo com conteúdo paupérrimo), o testemunho barato, a vida fácil. Jesus não fez concessões. O evangelho não seria divulgado pelo pináculo, mas pela cruz.

O evangelho é cruz e não pináculo. Não a substitua por ele. Nem a leve para lá. Assuma-a. Proclame-a. Cruz, e não pináculo.


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Fonte: PILB / Púlpito Cristão

quarta-feira, 10 de março de 2010

Carta de amor de Satanás

Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão.
Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta ao seu culto de ensino. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro. Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh como foi bom!

Mas o mais me agrada é que você não se arrepende. E que sabe que é jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus.

Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho de Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A musica vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus.

Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais, eles me fascinam. Como isso me agrada!!! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes???

Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando da mal exemplo as crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, musicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o vêem. Muito obrigado.

O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!

Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo.

Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada.

Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo.





Assinado Teu inimigo que te odeia: Satanás

ou como queira me chamar





(P.S. Se realmente me amas, não mostre à ninguém mais esta carta.)

Justificação pela fé: Fora de moda?

Benjamin B. Warfield

Às vezes nos é dito que a Justificação pela Fé está "fora de moda", obsoleta. Seria uma pena se fosse verdade. Isso significaria que o caminho da salvação estaria fechado e "nenhuma passagem" estaria "pregada sobre as barreiras". Não há nenhuma justificação para pecadores a não ser pela fé. As obras de um pecador serão sempre, é claro, tão pecaminosas quanto ele mesmo, e nada exceto a condenação pode ser construído sobre elas. Então onde poderia ele conseguir obras nas quais pudesse fundamentar a sua esperança de justificação, exceto em algum Outro? A sua esperança de Justificação, lembre-se, é de ser declarado íntegro diante de Deus. Será que Deus poderia declará-lo íntegro sem ser com base em obras que são, elas mesmas, íntegras? Onde um pecador poderá arrumar obras que são íntegras? Seguramente, não em si mesmo; afinal, não se trata ele de um pecador, e todas as suas obras tão pecaminosas quanto ele? Ele precisa, então, sair de si mesmo e encontrar obras que ele possa oferecer a Deus como justas. E onde ele poderá encontrar tais obras se não em Cristo? Ou como fará ele com que elas passem a ser suas a não ser pela fé em Cristo?
Justificação pela Fé, portanto, não é oposta à justificação através de obras. Só há contradição com a justificação por nossas Próprias obras. É uma justificação pelas obras de Cristo. A questão inteira, conseqüentemente, é se nós podemos esperar ser recebidos no favor de Deus com base no que nós fazemos, ou apenas com base no que Cristo fez por nós. Se nós esperamos ser recebidos com base no que nós mesmos fazemos - isso é chamado Justificação por Obras. Se o nosso fundamento é o que Cristo fez por nós - isso é o que significa Justificação por Fé. Justificação por Fé significa, portanto, que nós olhamos para Cristo e para ele somente em busca de salvação, e vamos a Deus alegando que a morte e a retidão de Cristo são a base da nossa esperança de sermos recebidos no favor dEle. Se a Justificação por Fé tornou-se obsoleta, isso significa, então, que a salvação em Cristo está obsoleta. Não há nada a se fazer, se for assim, a não ser que cada homem faça o melhor que puder para se salvar.

Portanto, Justificação por Fé não significa "salvação por acreditar em certas coisas" em vez de "salvação por fazer o que é certo". Significa pleitear os méritos de Cristo perante o trono da graça em vez de nossos próprios méritos. Pode ser correto acreditar em certas coisas, e fazer coisas certas certamente é certo. A dificuldade em apresentar nossos próprios méritos diante de Deus não é que nossos méritos não seriam aceitáveis a Deus. A dificuldade é que nós não temos nenhum mérito nosso para lhe apresentar. Adão, antes da queda, tinha seus próprios méritos, e porque ele os tinha ele era, em si mesmo, aceitável a Deus. Ele não precisava de Outro para se interpor entre ele e Deus, cujos méritos ele pudesse pleitear. E, por isso, não havia nenhuma conversa sobre ele ser Justificado por Fé. Mas nós não somos como Adão antes da queda; nós somos pecadores e não temos nenhum mérito em nós mesmos. Se nós tivermos que ser justificados, terá que ser com base nos méritos de Outro, cujos méritos possam ser feitos nossos pela fé. E foi por isso que Deus enviou seu Único Filho para que todo que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Se nós não crermos nele, obviamente teremos que perecer. Mas se nós acreditarmos nele, nós não morreremos, mas teremos a vida eterna. Isso é tão somente a Justificação pela Fé. Justificação pela Fé não é nada mais, nada menos, do que obter a vida eterna crendo em Cristo. Se a Justificação por Fé está obsoleta, então a salvação em Cristo está obsoleta. E como não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre homens, pelo qual devamos ser salvos, se a salvação em Cristo está obsoleta então obsoleta está a própria salvação. Seguramente, em um mundo cheio de pecadores precisando de salvação, isso seria uma grande pena.

Benjamin Breckinridge Warfield (1851 - 1921) era professor da teologia no seminário de Princeton de 1887 a 1921. Alguns Presbiterianos conservadores consideram-no ser o último dos grandes teólogos de Princeton antes que a separação em 1929 que deu forma ao seminário de Westminster e à igreja presbiteriana ortodoxa.

Fonte: Extraído do site Reformation INK via O Bom Caminho tradução: Centurio. Fonte Original: Publicado originalmente em "The Christian Irishman", Dublin, Irlanda, em Maio de 1911, p. 71.

Ave Crux, Unica Spes!


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