sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Microchip a apostasia e Anticristo - D. Estevão Bettencourt - OSB







Em síntese:

“O microchip é um sensor eletrônico colocado debaixo da pele das pessoas e ativado de acordo com os movimentos musculares do indivíduo; permite assim detectar onde esteja uma criança ou um animal perdido. O microchip  serve também de carteira de identidade e cartão de crédito, de modo que não haverá mais dinheiro vivo em circulação, mas sim pagamento eletrônico. Estes avanços da tecnologia nada têm  haver com o Apocalipse nem com o Anticristo, de mais a  mais que Anticristo nos escritos  joaninos designa todo aquele que nega o Cristo sem conotação escatológica.”



Tem-se divulgado em tom sinistro o uso de microchips ou sensores eletrônicos que identificarão as pessoas e extinguirão o uso de dinheiro vivo. O Apocalipse é citado como profecia que anuncia tais fatos e prevê concomitantemente o fim do mundo.


Passamos a analisar  o problema assim esboçado a fim de  esclarecer  as pessoas inquietas:



1.  O Problema

No dia 16 de junho de 2001 iniciaram-se na Flórida (U.S.A.) os implantes de microchips subcutâneos. Os chips são pequenos sensores eletrônicos colocados debaixo da pela  dos usuários e ativados de acordo com os  movimentos  musculares destas pessoas.


Pequenos como grãos de arroz, servirão a duas  finalidades:


1) detectar animais desgarrados, crianças perdidas, fugitivos de Penitenciárias…   Quem precisar de contactar alguém numa emergência, chamará  o Banco de Dados local para controle de Seres Humanos e indicará o nome e outros dados da pessoa desejada. As informações rastreadas por aparatos eletrônicos (torres de celulares, satélites…) descobrirão a identidade digital solicitada, agindo como um dispositivo de localização; assim em poucos minutos será localizada a pessoa procurada;


2) substituir o dinheiro vivo, os cheques e os cartões de crédito; fazer a transferência eletrônica de dinheiro. Os crimes serão reduzidos em grande escala; nem os ladrões poderão roubar o chipimplantado sob a pele. Não haverá mais necessidade de chaves de segurança nem de combinações de fechaduras e cofres, funcionando como um código de acesso, o chip destrancará carro, casa, escritório e tudo o que for do usuário.
Após anos de pesquisa e planejamento, as  instituições financeiras estão anunciando Sociedade Global sem Dinheiro. A habilidade para administrar todas as maneiras de troca monetária está sendo substituída pela tecnologia do microchip ou dinheiro eletrônico, tecnologia esta criada em 1993 por banqueiros de Londres. Todos os sistemas de transação exibem o SET MARK.




Ora aqui começam as apreensões de muitos cristãos, pois dizem que SET é o deus egípcio do mal ou Satanás e MARK é a marca da Besta 666, que vem juntamente com o microchip; e continuam em mensagem internet:


“O que a maioria das pessoas não percebe é que a marca da Besta está colocada sobre os produtos que nós compramos e utilizamos todos os dias. Todo código de barras contém o número 666… “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da Besta, porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13, 18)”.


A meta é uma nova ordem mundial, baseada num governo global, numa religião e numa economia eletrônica global. O implante do microchip, que se tornará cada vez mais obrigatório, será o cumprimento da  profecia do Apocalipse:


“Conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos tivessem um sinal na mão direita e na fronte, e que ninguém pudesse comprar ou vender se não fosse marcado com o nome da Besta ou com o número do seu nome” (Ap 13, 16s).



Na realidade, querem mesmo é marcar e controlar a liberdade de todas as pessoas que passarão a ser como gado: “possuirão apenas um número e nada mais do que isto; não haverá privacidade alguma para os que se submeterem a esta marca de Satanás”.


Os sensores eletrônicos são também chamados “anjos digitais”: “Levados pela imensa necessidade de ter Paz e Segurança, os homens começam desde já a vender suas almas ao demônio, que agora se apresenta a nós como Anjos Digitais”.


Pergunta-se:


2.  Que dizer?


As previsões pessimistas estão baseadas na suposição de que a implantação dos microchips corresponde ao que se lê em Ap 13, 1-18. Ora a propósito sejam feitas duas observações.

2.1.  As duas Bestas

Ap 13 apresenta duas Bestas:

1)- a primeira emerge do mar (13,1) Quem está na ilha de Patmos (como São João estava) e olha para o altar, dirige seu olhar, em última instância, para Roma. Donde se pode dizer que essa primeira Besta é o Imperador Romano perseguidor dos cristãos. O seu nome tem o valor número 666 o que quer dizer Qaisar Neron (César Nero); cf. Ap 13, 18;


2)- a Segunda Besta emerge da terra (13,11)  quem na ilha de Patmos olha para o continente mais próximo, dirige-se para a Ásia Menor  (Turquia de hoje), onde era cultuado o Imperador ou a religião do Império. Donde se deduz que a Segunda Besta simboliza a religião manipulada pelo poder civil para fortalecer a autoridade dos cristãos. São João escrevia num tempo de boicote aos cristãos e, indicando o número 666 como sendo o do imperador hostil, queria dizer que este estava fadado a perecer, pois 6 (= 7 – 1) indica derrota e ruína.


Note-se que em Ap 13 não se fala do demônio nem do anticristo; 666 não é o número do maligno, mas sim o do poder imperial perseguidor.


Referindo-se a Nero e ao culto imperial, o Apocalipse tem em vista propor um fato paradigmático:


toda a história da Igreja seria marcada por ofensivas de Estados totalitários que arrogariam a si direitos divinos.


Ora não se pode dizer que a implantação de chips nos Estados Unidos esteja associada a critérios religiosos; é uma aplicação da tecnologia moderna que visa a facilitar o relacionamento entre os homens e que, do ponto de vista religioso, é neutra, podendo ser utilizada tanto para o bem como para o mal dos cristãos.

O demônio não está necessariamente associado aos implantes de chips - (Isto teria que ser feito de forma clara, uma apostasia declarada e formal, como era  feito na época da perseguição aos primeiros Cristãos, e não de forma indireta, oculta ou subliminar).


2.2.  O Anticristo


Muitos julgam que no fim dos tempos aparecerá o Anticristo, isto é, um indivíduo ou uma facção hostil a Cristo. Há mesmo quem pense que ele já está presente  no mundo. – Ora a palavra “anticristo” só ocorre nos escritos joaninos (1Jo 2, 18.22; 2Jo  7) e sempre para designar os que negavam a verdadeira encarnação do Verbo.


Verdade é que São Paulo, em 2Ts 2, 4, fala da aparição do impio e Filho da Perdição nos últimos tempos; o Apóstolo tem em vista alguém tão iníquo quanto ao rei sírio Antíoco IV Epífanes, que em dezembro de 167 a.C. profanou o templo de Jerusalém, sacrificando ali a Zeus Olímpico, conforme 1Mc 1, 59; 2Mc 6, 2; 10, 5;  Dn 11,32. Isto quer dizer que nos últimos tempos haverá horrenda perseguição aos fiéis de Cristo; é vaga, porém, a figura que causará tal desgraça. Seria temerário identificá-la com algum dos agentes da história contemporânea. Assim nem o Apocalipse nem São Paulo nos permitem traçar um nítido quadro dos acontecimentos finais. Carece de valor a exegese que pretende ver nos acontecimentos de nossos dias o cumprimento de profecias escatológicas ou relativas ao fim do mundo.



Não há dúvida, a globalização tem seus aspectos negativos, que parecem corresponder às teses de Nova Era: governo único para todos os povos, destruição da família; religião única em substituição ao Cristianismo.Todavia vozes abalizadas já se têm feito ouvir, alertando para os perigos da excessiva globalização, de  modo que a oposição ao globalismo geral já se faz sentir. Ademais a Igreja Católica (“a minha Igreja”, Mt 16, 18) tem a promessa da indefectibilidade até o fim dos tempos (cf. Mt 28, 18-20).



Por conseguinte, diante de prognósticos aterradores toca aos fiéis católicos guardar a paz de coração e construir o Reino de Deus hoje, sem viver em função de “profecias” mal fundamentadas e desabonadas pelo próprio desenrolar dos tempos.


Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 486 – Ano 2002 – p. 496

Fonte: http://cleofas.com.br/microchip-e-anticristo-eb/
Blog Beraká
http://berakash.blogspot.com.br/2014/09/microchip-apostasia-e-anticristo-d.html

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A revista Fortune desmente o mito das “grandes riquezas” do Vaticano



A revista norte-americana Fortune, especializada em temas econômicos, desmentiu o mito das “grandes riquezas” doVaticano, e informou que se a Santa Sé fosse uma corporação, nem sequer chegaria perto das 500 mais ricas da sua famosa lista Fortune 500.

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 14-09-2014. A tradução é de André Langer.

Em seu artigo intitulado “This Pope means business” (“Este Papa é sério”), a Fortune indicou que “frequentemente é assumido que o Vaticano é rico, mas se fosse uma companhia, não chegaria nem perto da lista Fortune 500”.

A lista da Fortune 500 é encabeçada este ano pela multinacional Wal-Mart, com receita de 476,3 bilhões de dólares, e com a gigante da tecnologia Apple em quinto lugar, com receita de 179,9 bilhões.

O último lugar da sua lista é ocupado pela empresa United Rentals, com receita de 4,9 bilhões de dólares.

A Fortune assinalou que o orçamento operacional do Vaticano é de apenas 700 milhões de dólares, e “em 2013 registrou um pequeno superávit global de 11,5 milhões de dólares”.

A revista estadunidense assinalou, além disso, que a maioria dos ativos mais valiosos do Vaticano, “alguns dos maiores tesouros de arte do mundo, são praticamente sem avaliação e não estão à venda”.

“A Igreja católica é altamente descentralizada financeiramente. Em termos de DINHEIRO, o Vaticano basicamente está por conta. Essa é uma importante razão pela qual suas finanças são muito mais frágeis e sua situação econômica é muito mais modesta que sua imagem de luxuosa riqueza”.

O Vaticano, indicou a revista econômica, não tem acesso ao dinheiro nem das dioceses nem das ordens religiosas.

Explicou que “cada diocese”, em termos econômicos, “é uma corporação separada, com seus próprios investimentos e orçamentos, incluindo as arquidioceses metropolitanas”.

A Fortune assinalou que as dioceses de todo o mundo “mandam somas consideráveis de dinheiro para o Vaticano cada ano, mas a maior parte deste dinheiro é destinada ao trabalho missionário ou às doações de caridade do Papa”.

O Vaticano, informa a matéria da Fortune, “paga salários relativamente baixos, mas oferece benefícios generosos de saúde e aposentadoria”.

“Os cardeais e bispos das congregações e dos conselhos muitas vezes recebem o equivalente a 46 mil dólares ao ano”.

“Os SOLDADOS RASOS, incluindo irmãs e sacerdotes, também recebem salários menores aos de mercado”, publicou a revista, mas destacou que “os empregados do Vaticano não pagam imposto de renda”.

“Os empregados leigos do Vaticano têm emprego vitalício e, virtualmente, ninguém sai antes da idade da aposentadoria”, assinalou.


Fonte: Site IHU Online
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/535304-a-revista-fortune-desmente-o-mito-das-grandes-riquezas-do-vaticano